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Ryanair paralisada em Portugal

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Ryanair paralisada em Portugal

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Em Portugal, a adesão à greve da Ryanair atingiu os 90%, segundo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. No Porto, o dia ficou marcado também por um incidente: na descolagem, um avião da companhia colidiu com uma roda deixada na pista, sem consequências significativas.

Junto ao balcão, não houve grandes movimentações. A maioria dos passageiros foi avisada previamente. "Os motivos que nos levaram a convocar mais uma greve são os mesmos de sempre: garantir ordenados mínimos a estes tripulantes, garantir proteção na parentalidade, garantir proteção para acidentes de trabalho... Os mínimos que são previstos na lei", afirma Tiago Mota, do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil.

Alguns dos trabalhadores que participaram no protesto aceitaram dar exemplos concretos à Euronews, mas sob anonimato.

- "A Ryanair defende que todos nós trabalhamos na Irlanda. Logo não faz sentido, se todos nós trabalhamos na Irlanda, se essa é a premissa deles, não faz sentido em países diferentes pagar coisas diferentes".

- "Tive um acidente a bordo, tive de ser assistido no hospital. A única coisa que a empresa fez foi contactar-me a perguntar se estava tudo bem e a dizer que pagava as despesas. Isto acontece com regularidade. Nenhum de nós tem informação sobre um potencial seguro de acidentes de trabalho, que deveria haver".

- "Quando ligamos para a empresa a dizer que estamos doentes, o procedimento é: temos de vir cá aos nossos escritórios - se o pudermos fazer fisicamente -, preencher um papel a justificar o porquê de estarmos doentes, sendo que não podemos dar como justificação uma gripe".

Durante a última paralisação, no mês de julho, a Ryanair enviou uma carta aos trabalhadores onde podia ler-se: "As não comparências serão registadas e levadas em consideração em caso de oportunidade de promoção ou transferência".

A jornalista da Euronews Filipa Soares solicitou uma entrevista com um representante da Ryanair em Portugal, mas a empresa respondeu que não tinha ninguém disponível para o fazer.