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Macedónios votam nome do país e futuro na UE

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Macedónios votam nome do país e futuro na UE

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Os observadores internacionais chegaram a Skopje para acompanhar o caminho que os macedónios vão escolher no referendo deste domingo. Em causa está a mudança do nome do país para "República da Macedónia do Norte". Mas não só.

Aliás, a pergunta que consta no boletim é: "É a favor da adesão à União Europeia e à NATO através do acordo entre a Macedónia e a Grécia?".

Os defensores do "sim" realçam a estabilidade que a integração europeia pode trazer.

"Com o acordo, a Macedónia, ou a Macedónia do Norte, obtém o direito a um futuro melhor e a perspetiva de mudanças na sociedade. A Grécia, por seu lado, cumpre a reivindicação do seu passado. Não existem acordos perfeitos. É difícil chegar a um compromisso e não é possível deixar toda a gente feliz", diz-nos Ljupco Petkovski, apoiante do "Sim".

Após décadas de braço de ferro, com Atenas a contestar o nome adotado pela antiga república jugoslava - idêntico ao da região norte da Grécia -, o lado do "não" diz que está em causa a identidade nacional.

"Muitos dos que se opõem ao acordo consideram que o governo socialista do primeiro-ministro Zoran Zaev é controlado a partir do exterior, com o objetivo de mudar o nome do país. No entanto, isto vai provocar muitos danos colaterais. O principal é a perda de soberania. Há países vizinhos que claramente preferiam que este país desaparecesse, enquanto Estado soberano nos Balcãs", explica o defensor do "Não" Cvetin Chilimanov.

O referendo é consultivo e cabe ao parlamento macedónio aprovar o "sim" com uma maioria de dois terços.

Fay Doulgkeri, correspondente da Euronews, salienta que a "Antiga República Jugoslava da Macedónia se encontra perante um dos maiores desafios da sua história, que pode não só moldar o futuro dos Balcãs, como da Europa".