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Três detidos em operação antiterrorista no norte de França

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Três detidos em operação antiterrorista no norte de França
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Três pessoas ficaram em prisão preventiva na localidade de francesa Grande-Synthe, região dos Altos de França, no quadro de uma operação que as autoridades definiram como de "prevenção de terrorismo" e que teve como alvo a associação muçulmana xiita Centro Zahra França.

Gouasmi Yahia, Tahiri Jamel et Khalid Abdelkrim, os três detidos, são suspeitos de posse ilegal de armas de fogo e os seus domicílios foram objeto de buscas autorizadas pelo tribunal.

De acordo com a polícia francesa, cerca de 200 agentes estiveram envolvidos na operação, a maioria dos quais das forças de intervenção especial e da brigada de investigação da polícia judiciária.

Os bens da associação foram congelados, tal como foram fundos que a agência France Presse refere como "relacionados com o ministério iraniano da Informação" e as contas de pelo menos duas pessoas.

Dezenas de polícias permaneciam, esta terça-feira, em Grande-Synthe, cidade de 23 mil habitantes, próxima de Dunkerque.

Uma testemunha disse à AFP que a associação em causa é "muito fechada" e que "ninguém entende muito bem o que acontece lá dentro." "Têm mesmo guardas à entrada."

Milhares de seguidores nas redes sociais

O Centro Zahra reune várias associações, como o Partido Antissionista, a Federação Xiita de França ou a France Marianne Télévision, que terão justificado, em várias ocasiões, atividades relacionadas com jiadismo islâmico e de defender movimentos considerados como terroristas pela União Europeia, como o Hammas (Palestina) ou o Hezbollah (Líbano).

O site oficial da associação, criada em 2009, explica que esta tem como objetivo dar a conhecer a mensagem do Islão através do olhar do Proferta e da sua família e de traduzir os seus pensamentos e as suas obras." Conta com cerca de 8,500 seguidores nas redes sociais como Facebook e Youtube.

A organização dedica-se a jornadas de estudo da religião islâmica, na vertente xiita - maioritária no Irão, mas presente em vários países do Médio Oriente - à organização de mesas redondas, colóquios, viagens e atividades pedagógicas.

Em maio de 2016, o Centro Zahra França publicou um artigo que condenava o "grupo terrorista dirigido pelo califa autoproclamado Abu Bark al-Baghdadi" - o líder do grupo jiadista autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh (sigla em língua árabe), de orientação sunita, que definiu como "projeto nazi social-sionista."