Polícia turca esteve nove horas no Consulado saudita

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De  Euronews
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13 dias depois do desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, investigadores foram finalmente autorizados a entrar no posto diplomático

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Investigadores turcos estiveram cerca de 9 horas dentro do Consulado da Arábia Saudita em Istambul. Saíram já de madrugada e ainda não são conhecidos os resultados das perícias.

13 dias depois do desaparecimehto do jornalista saudita Jamal Khashoggi, as autoridades turcas mantém a teoria de que este foi assassinado dentro do posto diplomático. Acusações que Riade continua a negar.

Jornalistas no local reportam que, antes dos investigadores turcos entrarem no consulado, foram vistas equipas de operacionais sauditas e de limpeza entrar e sair do edifício.

O Presidente dos Estados Unidos veio entretanto adiantar uma nova explicação para o que aconteceu. Donald Trump diz que falou directamente com o Rei Salman da Arábia Saudita e que "assassinos rebeldes" poderão ser responsáveis pela morte do jornalista, conhecido por ser crítico das políticas de Riade.

O presidente norte-americano enviou o Secretário de Estado Mike Pompeo à capital saudita, para falar com o Rei e com o Príncipe herdeiro. Mohamed bin Salman desempenha as funções de vice-primeiro-ministro e de ministro da defesa e é considerado o responsável pelos últimos anos de governação saudita.

O desaparecimento de Khashoggi ameaça as relações da Arábia Saudita com o Ocidente. Washington e Londres exigiram publicamente respostas a Riade sobre o desaparecimento do jornalista. A CNN e o New York Times chegaram a avançar que os sauditas iriam confessar que Khashoggi foi morto na sequência de um interrogatório que correu mal, mas tal ainda não aconteceu.

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