Última hora

Última hora

"Mea culpa" saudita à morte de Jamal Khashoggi

Em leitura:

"Mea culpa" saudita à morte de Jamal Khashoggi

"Mea culpa" saudita à morte de Jamal Khashoggi
Tamanho do texto Aa Aa

Ao canal de televisão norte-americano Fox, o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita afirmou, este domingo, que o que aconteceu a Jamal Khashoggi foi um grande e grave erro e apresentou as condolências à família do jornalista. Adel al-Jubeir garantiu ainda que a informação relativa à investigação que está em curso continuará a ser divulgada.

Esta tomada de posição acontece quando a onda de ceticismo, por parte da comunidade internacional, e em relação à versão apresentada pela Arábia Saudita, aumentava. Donald Trump deixava de considerar os sauditas "credíveis" e falava agora em mentiras, enquanto as autoridades francesas se mostravam-se mais cautelosa.

"Se eles continuarem na direção em que caminham neste momento: o de estabelecer a verdade com uma investigação séria, estabelecer os fatos, acho que podemos manter um forte relacionamento estratégico com a Arábia Saudita. Se isso não acontecer, ninguém vai aceitar: nem França nem a União Europeia nem os Estados Unidos. A Arábia Saudita é um parceiro estratégico, mas não podemos ter uma relação de confiança que não seja fundamentada na verdade", adiantou Bruno Le Maire, ministro das Finanças gaulês.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou, no domingo, que o seu país revelará "toda a verdade" sobre este caso. O Reino Unido, que tem uma posição menos flexível que França sobre esta questão, apoia a Turquia e lança acusações à Arábia Saudita:

"Não, eu não acho que seja credível e acho que é um caso horrível, apoiamos a investigação turca nesta matéria, e o governo britânico quer ver responsabilizados os autores desta morte, que foi horrível", afirmou Dominic Raab, ministro britânico para o Brexit.

Jamal Khashoggi desapareceu a dois de outubro. Entrou na embaixada saudita em Istambul e não voltou a sair. Só este sábado as autoridades sauditas admitiram que o jornalista, crítico de Riade e do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, nunca chegou a sair da representação diplomática, lugar onde foi morto, alegadamente, na sequência de uma briga.