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"A Hungria não está a fazer nada contra a lei ucraniana"

"A Hungria não está a fazer nada contra a lei ucraniana"
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As relações entre a Hungria e a Ucrânia deterioraram-se desde que Kiev aprovou a lei da educação segundo a qual, a partir do quinto ano, o ensino das crianças de minorias étnicas deve ser realizado exclusivamente em ucraniano.

A Hungria está a bloquear as ambições da Ucrânia na NATO e na União Europeia, até que haja mudanças.

As tensões entre os dois países escalaram depois do consulado húngaro ter emitido passaportes a membros de uma minoria étnica húngara na Ucrânia. A Constituição ucraniana proíbe que cidadãos do país tenham outras cidadanias.

Sandor Zsiros, euronews: "Quando falamos sobre a dupla cidadania na Ucrânia, na verdade, é proibido pela lei ucraniana. A Hungria continua a dar passaportes. Isso não significa que estão a apoiar as pessoas que lá vivem a violar a lei da Ucrânia?"

Péter Szijjártó, ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros: "Isso é um mal-entendido. A lei ucraniana não proíbe a posse de um passaporte de outro país. Então, quando concedemos passaportes a cidadãos que são elegíveis para a cidadania húngara, de acordo com a legislação húngara, não estamos a fazer nada contra a lei ucraniana."

euronews: "A lei da educação tem como alvo em especial a minoria russa na Ucrânia. Coordenou-se com o seu homólogo russo sobre como proceder contra a Ucrânia?"

Péter Szijjártó: "Definitivamente não nos coordenamos, porque realmente não me importo com os russos, a este respeito. Preocupo-me com os húngaros e não me importo com quem sejam os alvos desta lei. Sei que tem um impacto muito mau sobre a minoria húngara. A nova lei sobre a educação tem um impacto muito negativo sobre a minoria húngara pois tira o direito dos húngaros a terem acesso à educação, exclusivamente, na sua língua materna."

euronews: "Se alguns dos estados-membros solicitarem à Hungria que altere alguns detalhes sobre o estado de direito, a Hungria está pronta para mudar ou ficará tudo na mesma?"

Péter Szijjártó: "Nós sempre estivemos prontos para qualquer discussão, porque não temos nada do que nos envergonhar. Então, quando se trata de questões de Estado de Direito, ficamos felizes por discutir tudo e tenho a certeza de que todos os regulamentos do nosso estado de direito estão em consonância com as expectativas do Estado de Direito da União Europeia. Então, estamos prontos para a discussão, mas a razão para a discussão, a razão para que se lance esta discussão não é a questão do Estado de Direito, é a imigração ".