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Análise: reforço da ajuda militar não será suficiente para dar a vitória à Ucrânia

Soldado ucraniano desmina o solo
Soldado ucraniano desmina o solo Direitos de autor Iryna Rybakova/AP
Direitos de autor Iryna Rybakova/AP
De  Euronews
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Embora ajude a manter posições na linha da frente, o novo pacote norte-americano de 61 mil milhões de dólares em armas e munições não deverá ser suficIente para virar a guerra a favor da Ucrânia. Tropas de Kiev estão em grande desvantagem na frente leste. Situação é "terrível", alerta analista.

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A Ucrânia tem vindo a perder terreno para a Rússia ao longo de vários meses e, nos últimos dias, a situação tem-se agravado a leste, na região de Donetsk.

Apesar de os EUA terem finalmente concordado em enviar 61 mil milhões de dólares em material de guerra, o exército ucraniano diz que o novo pacote de ajuda servirá apenas para manter a linha da frente e potencialmente recuperar algum terreno perdido.

A posição da Ucrânia deteriorou-se em grande parte devido a uma grave escassez de munições e armas dos aliados ocidentais que já se faz notar há vários meses. As forças ucranianas afirmam que têm estado a poupar as balas, com um rácio estimado em cerca de 2 mil munições por dia contra as 7 mil munições dos russos. 

Além da superioridade em termos de material de guerra, os russos estão em maior número e estarão a preparar uma ofensiva que pode chegar já na primavera ou no verão

"Penso que, na mente de Putin, os cálculos mudaram ligeiramente para dizer: 'Bem, as táticas que estamos a utilizar são brutais, francamente, mas estamos a ganhar terreno'. Putin está provavelmente numa posição um pouco mais vantajosa do que nos últimos seis meses e ele pode passar à ofensiva", explica Ed Arnold, membro sénior do Royal United Services Institute (RUSI), think tank dedicado à segurança e defesa.

"Penso que a situação é realmente muito difícil para os ucranianos. E o verdadeiro desafio é que todo este equipamento que está a ser utilizado, as novas munições, provavelmente só aguentarão as linhas da frente", alerta.

"Onda humana"

Em algumas batalhas, a Rússia utilizou a chamada tática da "onda humana", que consiste em enviar para os campos de batalha um grande número de soldados pouco treinados - muitas vezes recrutados nas prisões - para encorajar os ucranianos a gastarem muitas munições, antes de libertar tropas mais experientes com armas e treino avançados.

"Vamos ganhar esta guerra, mas as perdas serão críticas para a Ucrânia", afirma Oleksandr Matiash, oficial ucraniano.

"Não temos pessoas suficientes. No início da guerra tínhamos 38 milhões, demasiadas pessoas vão-se embora. Algumas delas não querem lutar, outras não podem lutar. Se perdermos demasiadas pessoas, não conseguiremos defender o nosso país e precisamos de ajuda", lamenta Matiash.

Na semana passada, em Kiev, o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, reconheceu perante o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskky, que "a Ucrânia tem estado em desvantagem durante meses" e que os países ocidentais não cumpriram as promessas feitas à Ucrânia no que respeita ao envio de armamento.

"Mas não é demasiado tarde para a Ucrânia prevalecer. Mais apoio está a caminho", disse Stoltenberg.

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