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Está iminente novo ataque russo em grande escala na Ucrânia, dizem analistas norte-americanos

Soldado ucraniano na linha da frente na região de Zaporíjia, na Ucrânia
Soldado ucraniano na linha da frente na região de Zaporíjia, na Ucrânia Direitos de autor Andriy Andriyenko/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Andriy Andriyenko/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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Situação das tropas ucranianas no leste do país é crítica, avisa o Instituto para o Estudo da Guerra sediado nos Estados Unidos. Escassez de armas e munições da parte de Kiev, aliada ao atraso do Ocidente no envio de ajuda, abre caminho a incursão russa de grande dimensão já no primavera ou no verão

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 o  Instituto para o Estudo da Guerra, sediado nos Estados Unidos.

"Estamos a assistir a uma situação bastante crítica na frente leste da Ucrânia, especificamente em três áreas onde as forças russas estão atualmente a levar a cabo operações ofensivas de nível operacional. Na direção de Lyman, perto de Bakhmut, e depois de Avdiivka para oeste e sudoeste da cidade de Donetsk", explica o analista Riley Bailey. 

Este investigador refere que a Rússia está a fazer "ganhos tácticos marginais e graduais", mas alerta que a situação pode agravar-se "muito rapidamente", devido "à escassez de material de guerra" do lado ucraniano e aos "atrasos na assistência ocidental".

"As forças russas estão gradualmente a restaurar as manobras no campo de batalha e ameaçam fazer avanços operacionalmente significativos este verão durante uma operação ofensiva em grande escala.", adverte, acrescentando que o ataque pode acontecer já na primavera ou no verão.

Tomada de Chasiv Yar ameaça defesas ucranianas

A atual operação ofensiva russa que está a decorrer na frente oriental da Ucrânia está muito centrada na conquista da cidade de Chasiv Yar, o que poderá ter um impacto operacional considerável. 

"Se as forças russas tomarem Chasiv Yar, terão uma posição a partir da qual poderão lançar operações ofensivas subsequentes em Kostyantynivka e Druzhkivka. Estas são as principais cidades que formam a espinha dorsal da defesa ucraniana. E isso seria muito significativo", salienta Bailey.

As tropas russas devrão continuar a forçar avanços durante a primavera. 

"O êxito ou não dessas operações terá provavelmente algum impacto sobre o local onde as forças russas descerão e decidirão concentrar as suas operações ofensivas no verão.", antecipa. 

O investigador recorda que a Ucrânia alertou para a possibilidade de um ataque russo a Kharkiv e frisa que a Rússia está a formar um grupo de soldados que poderia conduzir essa operação.

Vitória russa é má notícia para a NATO

Riley Bailey sublinha que o conflito tem o potencial de afetar a Aliança Atlântica, sobretudo em caso de triunfo das forças do Kremlin. 

"Se [a guerra] terminar com uma vitória ucraniana, a Rússia tem muito menos opções para ameaçar a NATO. Se terminar com uma vitória russa, haverá uma ameaça imediata à NATO, desde o Mar Negro até à Finlândia.", projeta.

Nesse cenário, adianta o investigador, a Rússia pode "forçar a NATO a empenhar mais mão-de-obra, mais material e mais dinheiro" na defesa das suas fronteiras. 

"Os responsáveis do Kremlin continuam a ameaçar os Estados Bálticos e continuam a ameaçar os Estados Bálticos de uma forma que faz lembrar as ameaças feitas à Ucrânia antes da última invasão em grande escala".

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