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Web Summit aposta na inovação para combater disparidade de género

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Web Summit aposta na inovação para combater disparidade de género

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As Nações Unidas traçaram 17 objetivos para um desenvolvimento sustentável até 2030. Alcançar igualdade de género e fortalecer o poder das mulheres está no quinto lugar.

A questão é central nas tecnológicas, onde a discrepância começa logo nos lugares de entrada, e gera preocupação entre os participantes na Web Summit.

Apenas 37 por cento dos lugares de início de carreira são ocupados por mulheres e para Michelle Peluso vice-presidente e responsável máxima pelo marketing da IBM, as mulheres que triunfam num meio maioritariamente masculino são verdadeiras heroínas:

"Quando vemos estas mulheres extraordinárias, que em muitas situações, são as únicas numa sala repleta de homens, quando as vemos criar empresas que moldam o nosso futuro, quando as vemos desenvolver inteligência artificial e a forma como o mundo funciona, estas mulheres são as minhas heroínas".

Uma visão partilhada pela empresária italiana Elena Vietsolo, que considera que as mulheres têm de fazer muito mais que os homens, primeiro para chegar aos quadros e depois aos lugares de chefia.

Andreia Martins, programadora da área dos negócios, veio para a Web Summit com a filha ao colo: uma circunstância que é uma mais-valia, nas suas palavras.

"Devemos começar pelos infantários, a ensinar as crianças a programar porque mesmo se quisermos ser médicos temos de trabalhar com computadores. Acho que vai melhorar o nível, as meninas também vão saber fazer tudo.

Para ajudar a eliminar a disparidade de género na indústria tecnológica, a Web Summit premeia este ano pela primeira vez a inovação no feminino. Esta quarta-feira são atribuídos os Prémios mundiais para as mulheres na tecnologia. 13 categorias: da arte, à justiça; Da saúde à inclusão.