Última hora

Última hora

Gigantes da internet podem ser ameaça à democracia

Em leitura:

Gigantes da internet podem ser ameaça à democracia

Gigantes da internet podem ser ameaça à democracia
Tamanho do texto Aa Aa

Os eleitores da União Europeia são chamados a votar em maio do próximo ano a fim de elegerem um novo parlamento europeu.

"Os perigos do que está para vir com a inteligência artificial são muito piores do que o que vimos até agora"

Jonathan Taplin Autor, "Move Fast and Break Things"

As instituições europeias estão particularmente alerta relativamente aos riscos de interferência e desinformação durante a campanha eleitoral. Neste âmbito, as plataformas digitais estão debaixo de grande escrutíneo.

O autor norte-americano Jonathan Taplin é especialista nestas questões e defende que os gigantes da internet podem representar uma ameaça às nossas democracias.

"Penso que o Facebook, Youtube, Twitter e a Amazon até certo ponto são uma ameaça às nossas democracias porque servem de plataforma à propagação de notícias falsas. Os perigos do que está para vir com a inteligência artificial são muito piores do que o que vimos até agora. E não seremos capazes de acreditar em nada do que vemos a não ser que encontremos uma maneira de o fazer" disse o autor da obra "Move fast and break things".

Jonathan Taplin afirma que a Google controla 91% do mercado de buscas na internet, o Facebook e todas as companhias que lhe pertencem têm 75% do tráfego de redes sociais e telemóveis e a Amazon controla 75% do mercado da venda de livros. O perigo, segundo o autor, é o monopólio detido por estes gigantes. Para ele, os monopólios são uma ameaça e aqui destaca os esforços feitos pelo Facebook para limpar a plataforma.

"Acredito que pelo menos o Facebook está a fazer um grande esforço para limpar a plataforma. Antes das eleições em França retiraram 30 mil contas falsas. Supostamente fecharam quase um milhão de contas falsas nos Estados Unidos nos últimos dois meses. Esse esforço é um começo", adianta Taplin.

O autor termina dizendo que em matéria de proteção dos dados e de luta contra a desinformação, a União Europeia devia servir de exemplo aos Estados Unidos.