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Três candidatos para suceder a Merkel

Três candidatos para suceder a Merkel
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Está aquecer a corrida para substituir Angela Merkel na liderança da CDU, a União Democrata-Cristã.

A menos de um mês do congresso do partido, há três candidatos.

O antigo líder do grupo parlamentar da CDU, Friedrich Merz, foi o primeiro a encontrar-se com a imprensa.

Advogado, de 63 anos, deixou a política há uma década, em parte devido às divergências com Merkel.

Pretende criar um ambiente favorável ao investimento das empresas e quer recuperar para o partido os votos dos eleitores tradicionais da CDU.

"Temos de ouvir as pessoas. Temos de perceber o que preocupa as pessoas no país e não podemos responder com palavras vãs."

Outro crítico de Merkel que espera liderar o partido é Jens Spahn.

Apesar de ser ministro da saúde, não teve problemas em criticar a chanceler pela forma como lidou com a crise dos refugiados em 2015.

E assim que Merkel revelou que não continuaria a liderar a CDU, Spahn, de 38 anos, anunciou a candidatura com um vídeo no Facebook.

"Quero um novo começo para a CDU e para a Alemanha"

A última candidata a encontrar-se com a imprensa foi Annegret Kramp-Karrenbauer, também conhecida como AKK.

A antiga ministra-chefe do estado de Sarre, de 56 anos, foi nomeada este ano secretária-geral do partido.

É politicamente próxima de Merkel e por vezes até apelidada de "mini-Merkel". Afirma-se como a candidata da estabilidade e revela os seus trunfos.

"Experiência. O sentimento do que está a acontecer no partido. Experiência governativa e responsabilidade por muito tempo."

Apesar de se demitir da liderança da CDU, Merkel quer manter-se como chanceler alemã até às eleições de 2021.

Mas muitos consideram que esta pretensão da chanceler é pouco provável e o primeiro teste vai acontecer já nas eleições que vão eleger o novo líder do partido, segundo o professor de Política da Universidade de Berlim, Thorsten Faas.

"Isso só funcionará com Annegret Kramp-Karrenbauer. Não vejo que isso seja possível com Friedrich Merz, o seu antigo arqui-inimigo ou com Jens Spahn, um ministro do seu governo."

Os três principais candidatos vão agora viajar pelo país para se reunir com militantes da CDU em conferências regionais.

A 7 de dezembro, os delegados ao congresso da CDU, em Hamburgo, vão votar e eleger o novo líder do partido.