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CIDH preocupada com Direitos Humanos no Brasil sob Bolsonaro

CIDH preocupada com Direitos Humanos no Brasil sob Bolsonaro
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REUTERS/Adriano Machado
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A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) está preocupada com o futuro do Brasil, sob o mando do presidente eleito, o líder populista da extrema-direita Jair Bolsonaro.

Vinculado com a Organisação de Estados Americanos, o organismo deu a conhecer no Rio de Janeiro as conclusões do relatório preliminar sobre a visita de uma semana - a primeira em 23 anos - para analisar a situação dos Direitos Humanos no país.

Apesar de não referir Bolsonaro pelo nome, a presidente da Comissão, Margarette May Macaulay, afirmou estar preocupada "com declarações feitas que fazem claramente parte do que a comunidade internacional de direitos humanos classifica de discurso de ódio".

O projeto do próximo presidente para reforçar a "proteção judicial" à polícia também é motivo de preocupação para a comissão, que denuncia a "impunidade das execuções extrajudiciais e detenções ilegais" como um dos principais problemas do Brasil.

Segundo o organismo, afrodescendentes, indígenas e homossexuais vêem com frequência os direitos desrespeitados e os ativistas são regularmente alvo de ataques ou assassinatos que ficam por resolver, como é o caso da vereadora Marielle Franco, morta à oito meses.

Monica Benicio, viúva de Marielle Franco: "Eu vejo com muita preocupação, entendendo que o Bolsonaro se coloca de forma fascista, que tem um discurso racista, que tem um discurso homofóbico, que tem um discurso machista, que despreza os direitos humanos... Eu vejo isso com muita preocupação principalmente enquanto ativista LGBT."

Segundo dados do anuário brasileiro de segurança pública, 5144 pessoas morreram durante intervenções policiais no país em 2017, mais 20 por cento do que em 2016.