Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Aquarius: a MSF Itália garante legalidade no despejo de resíduos

Aquarius: a MSF Itália garante legalidade no despejo de resíduos
Tamanho do texto Aa Aa

O navio de resgate de migrantes Aquarius não consegue desatracar dos mal entendidos.

O "diz que fez e não fez" entre as instituições que administram o navio e o Porto italiano continua.

As autoridades italianas acusam a Médicos Sem Fronteiras Itália de "despejo ilegal de lixo tóxico". Para provar a acusação, divulgaram vídeos, filmados no porto de Catânia, na Sicília, onde se vê sacos de lixo, roupas usadas e outros materiais a sair do navio.

A acusação diz que estes resíduos "potencialmente perigosos" foram despejados em vários portos para evitar custos que podiam ir até aos 400 mil euros.

O governo italiano diz também que algumas roupas usadas por migrantes estariam contaminadas por meningite ou pelo virus HIV.

A Médicos Sem Fronteiras Itália nega qualquer irregularidade e qualquer risco de transmissão.

"Nós seguimos os procedimentos indicados. A prova disso é que, em três anos de atividade, num contexto altamente supervisionado, não recebemos advertências, multas ou qualquer outra forma de alerta preventivo das autoridades competentes.", admitiu Marco Bertotto, gerente de advocacia da MSF Itália.

O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, cara do controlo da imigração, chegou a proibir o atracamento de vários navios de resgate do migrantes. Depois da notícia do lixo tóxico sair, Salvini não perdeu a oportunidade e partilhou no Twitter: "Parece que fiz bem em fechar os portos italianos às ONG".

Karline Kleijer, a chefe do departamento de emergência da Médicos Sem Fronteiras, em entrevista à Euronews, disse que "estas acusações não são uma novidade", e lembrou o crime de tráfico humano de que foram acusados há dois meses.

Karline Kleijer diz que a Organização "não vê este ataque como um ataque legal" mas sim como "um ataque político", e elmbrou que "enquanto o navio está parado, há pessoas a precisar de resgate".

O Aquarius resgatou milhares de migrantes durante os últimos anos, está atualmente atracado em Marselha, no sul da França com o destino tal e qual como o das pessoas que resgata: um destino incerto.