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Movimento dos "coletes amarelos" tem teste de força em Paris

Movimento dos "coletes amarelos" tem teste de força em Paris
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De  Francisco Marques
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Os organizadores do protesto contra o recorrente aumento do preço dos combustíveis apelam à mobilização nas ruas da capital para forçar o governo a recuar na política fiscal sem dar nada em troca

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Cerca de uma semana após o início do protesto dos "coletes amarelos" se ter feito sentir nas estradas de França, o movimento contra o recorrente aumento do preço dos combustíveis parece estar numa encruzilhada.

Este sábado há um novo braço-de-ferro com o Eliseu marcado para Paris.

As manifestações espontâneas têm vindo a perder força. Ainda há registo de diversos bloqueios em estradas, mas mesmo na ilha de Reunião, onde os protestos chegaram a ser violentos e até incluiram saques, a noite de quinta para sexta-feira foi calma.

A ausência de diálogo com o governo mantém-se e isso é algo reclamado inclusive pelo antigo ministro do ambiente, Nicolas Hulot, que se afastou em agosto do executivo de Emmanuel Macron.

"Não me arrependo da decisão de aumentar o combustível. Parece-me que a medida foi bem recebida e vamos ver, à medida que o tempo avançar, se ela não serviu também para mudar o comportamento das pessoas. Eu apoiei esta nova regra, assim como outras, e mantenho esse apoio, mas apenas se estas medidas incluírem uma dimensão e um acompanhamento social digno desse nome. É isto que está a faltar e tem de ser dito", afirmou Hulot durante uma entrevista concedida quinta-feira à televisão France 2.

Este sábado vai mostrar-nos o estado em que se encontra de facto o protesto dos "coletes amarelos", que reclama também pela falta de melhoria do poder de compra dos franceses numa política de constante agravamento fiscal.

Franck Buhler, um dos dinamizadores deste novo protesto organizado em Paris, espera que "todas as pessoas que vivem na periferia de Paris" se associem à manifestação e que, "em conjunto com os parisienses, se espalhem pelas ruas da capital envergando o colete amarelo". "Seja simplesmente a andar, seja a conduzir as respetivas viaturas a cinco quilómetros à hora", apelou.

De acordo com uma recente sondagem da Odoxa-Dentsu para a FranceInfo e para o Le Figaro, pelo menos 77% dos franceses (quase oito em cada 10) ainda apoiam este protesto dos coletes amarelos e 66% defendem que o movimento deve continuar ativo para lá desta manifestação de Paris.

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