Egito revela a descoberta de novos sarcófagos do tempo dos faraós

Autoridades egípcias revelam a descoberta de novos sarcófagos
Autoridades egípcias revelam a descoberta de novos sarcófagos Direitos de autor REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
De  Francisco Marques com France Press
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Os túmulos surgiram após uma escavação de cinco meses envolvendo arqueólogos franceses e egípcios junto ao famoso Vale dos Reis

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O Egito revelou este sábado um novo túmulo contendo dois sarcófagos com as respetivas múmias e diversos artefactos fúnebres da era dos faraós.

A descoberta foi feita na necrópole de al-Assassif, na zona do conhecido Vale dos Reis, nas proximidades de Luxor, onde se encontra um dos grandes espólios de informação sobre o Antigo Egito.

Numa conferência de imprensa realizada diante do Templo da Rainha Hatshepsut, o ministro egípcio das Antiguidades revelou que este "túmulo está datado como sendo da era dos Ramsés", um período do chamado Império Novo que se prolongou do século XIII ao século IX antes de Cristo.

"Diversas pinturas coloridas e as representações da rainha Amósis-Nefertari e do filho dela, Amenhotep I, foram também encontradas no interior do túmulo. Ambos foram endeusados no período 'Ramsida'", revelou Khaled el-Anani.

A descoberta deste túmulo, onde se encontraram ainda cerca de um milhar de pequenas estatuetas funerárias egípcias conhecidas como "shabtis", resultou de uma escavação de cinco meses envolvendo arqueólogos egípcios e franceses.

REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
Dois outros sarcófagos foram descobertas na NecrópoleREUTERS/Mohamed Abd El Ghany

O ministro aproveitou a ocasião para revelar ainda uma outra descoberta. A de dois outros sarcófagos num outro túmulo na mesma necrópole, oriundas presume-se da XVIII dinastia egípcia.

As múmias encontradas estão em bom estado de conservação e vão enriquecer ainda mais o espólio histórico do antigo Egipto.

O país pretende relançar o turismo no país depois de alguns anos de instabilidade política e social que afastaram muitos turistas. Para isso, o Egito delegou na empresa Orascom, de Naguib Sawiris, também um dos acionistas da Euronews, para tentar recuperar o interesse internacional nos tesouros arqueológicos egípcios.

Outras fontes • Ministério das Antiguidades

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