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Ministro do Interior implica Marine Le Pen no motim dos "coletes amarelos"

Um camião em chamas no protesto dos "coletes amarelos" nos Campos Elísios
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REUTERS/Benoit Tessier
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Confrontos entre polícia e manifestantes em Paris, com recurso a gás lacrimogéneo para reprimir os bloqueios de estrada nos Campos Elísios, estão a marcar o "segundo ato" do protesto dos "coletes amarelos" em França.

Uma semana após o início do movimento, o protesto volta a insurgir-se contra o aumento recorrente dos combustíveis e o congelamento do poder de compra.

Desta feita, o governo implica a líder do partido Reunião Nacional, de extrema-direita, no atos mais violento dos manifestantes.

"Hoje, a extrema-direita está mobilizada. O que constatei com a mobilização desta manhã é que os mais rebeldes corresponderam ao apelo de Marine Le Pen e pretendem atacar não só as instituições como também os parlamentares da maioria", acusou Christophe Castaner, o ministro do Interior do executivo de Emmanuel Macron.

Na sexta-feira, a líder do Reunião Nacional havia apelado ao governo para permitir que o protesto dos "coletes amarelos" pudesse decorrer nos Campos Elísios e não, como sugerido pelo Eliseu, nos jardins do Campo de Marte, o que retirava força ao manifesto, considerou Marine Le Pen.

Perante a acusação de Christophe Castaner, a líder da extrema-direita respondeu pelas redes sociais e considerou tanto os argumentos do governante como o próprio ministro como "medíocres e desonestos".

"Eu tinha perguntado ao governo porque não autorizava os 'coletes amarelos' de se manifestarem nos Campos Elísios. Hoje, o senhor Castaner utilizou esse apelo para me atacar. É medíocre e desonesto à imagem do autor desta manipulação política", lê-se na publicação de Marine Le Pen.