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Stoltenberg pede à Rússia para libertar navios e marinheiros ucranianos

Stoltenberg pede à Rússia para libertar navios e marinheiros ucranianos
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A NATO apelou à Rússia para libertar navios e marinheiros ucranianos na sequência do incidente no estreito de Kerch, que liga o mar Negro e o mar Azov, na Crimeia.

Em conferência de imprensa, no rescaldo de uma reunião de emergência, o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, disse que não existem justificações para as ações de Moscovo. E acrescentou: "Todos os aliados da NATO manifestaram o total apoio pela integridade territorial e soberania da Ucrânia. Apelámos à Rússia para libertar imediatamente os marinheiros capturados e os navios apreendidos. Apelamos à calma e contenção."

Em Nova Iorque, numa reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o vice-embaixador russo, Dimitri Polanski, falou em comportamento "antirrusso."

Sublinhou que o país só procurou garantir a segurança no estreito de Kerch: "A 25 de novembro, três embarcações navais da Ucrânia cruzaram ilegalmente a fronteira da Rússia e deslocaram-se no estreito de Kerch. Não responderam aos navios aduaneiros e do Mar Negro da Rússia que pediram às embarcações para se deslocarem normalmente pelo estreito. Consideramos a manobras uma violação da soberania russa. Estes atos ilegais implicaram o uso da força pelas autoridades aduaneiras russas."

O embaixador da Ucrânia na ONU, Volodymyr Yelchenko, devolveu as acusações: "As alegações russas de violação da fronteira por parte dos navios ucranianos são uma completa mentira, inventada para transferir, de forma cínica, toda a responsabilidade para o lado ucraniano. Manipulando de forma consciente os factos e ignorando as provas.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, falou numa captura "ilegal" de navios ucranianos.