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Ocidente preocupado com tensão entre Rússia e Ucrânia

Ocidente preocupado com tensão entre Rússia e Ucrânia
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Yuri Budzylo é o rosto de uma tensão crescente.É um dos 24 marinheiros ucranianos capturados pela Rússia no domingo. Por ordem de um Tribunal da Crimeia, está detido por 60 dias com mais onze colegas.

A principal agência de serviços secretos russa divulgou um vídeo de três outros membros da tripulação em cativeiro. Alguns deles admitiram fazer parte de uma intervenção planeada para provocar as autoridades russas. Para Kiev tudo não passa de um "confissão forçada".

Ainda no tribunal, os detidos tiveram uma visita de uma comissária de direitos humanos. "Perguntei a cada um deles se foi feita qualquer tipo de pressão moral ou física e todos disseram não, os termos de detenção estão bem, eles receberam algo para comer e estão a ser bem tratados", afirmou a comissária de direitos humanos da Crimeia, Lyudmila Lubina.

No fim de semana, a Rússia capturou, na costa da Crimeia, três navios ucranianos que tentavam aceder ao Mar de Azov. O incidente deu origem a uma crise política entre os dois países vizinhos, com Moscovo a acusar a Ucrânia de estar a violar águas territoriais russas.

Em casa, as famílias dos marinheiros detidos estão preocupadas. Dizem não saber onde e como estão os familiares. Yeheniya e Dmytro Eyder são a madrasta e o pai de Andriy. Gostariam de saber ele está ferido e se recebeu assistência médica.

Temendo a evolução do conflito, a comunidade internacional, tenta por água na fervura. Numa conferência de imprensa que juntou os ministros dos Negócios Estrangeiros francês e russo, Paris apelou ao arrefecimento da tensão de ambos os lados.

"Disse a Sergei Lavrov que, da parte da Rússia, esperamos que os prisioneiros e os barcos capturados sejam libertados o mais depressa possível. Mas também irei falar com o meu colega ucraniano para encorajá-lo a mostrar alguma contenção na região", revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian.

Sergei Lavrov, o homólogo russo afirmou que "se o lado ucraniano, como os parceiros na Europa, estiver interessado em evitar estas situações no futuro, é obviamente necessário enviar um sinal a Kiev para não permitir que haja provocações. Não nos cabe a nós fazê-lo, mas sim àqueles que mantêm estreito contacto com as autoridades ucranianas"

O conflito entre Rússia e Ucrânia continua, no entanto, por resolver. Dois lados de uma tensão longe de abrandar e que deixa, para já, o Ocidente num impasse.

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