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Brasil instala radares aéreos para combater tráfico de droga e armas

Brasil instala radares aéreos para combater tráfico de droga e armas
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O Brasil vai instalar três radares aéreos para controlo de voos de baixa altitude nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia, para combater o tráfico internacional de drogas e armas.

O Ministério da Segurança Pública vai transferir 140 milhões de reais (cerca de 32 milhões de euros) dos seus recursos para que a Força Aérea Brasileira adquira os radares com os quais irá monitorizar com maior eficiência as fronteiras do país.

O acordo foi assinado hoje, em Brasília, pelo ministro brasileiro da Segurança, Raul Jungmann, e pelo tenente Nivaldo Luiz Rossato, comandante daquele ramo das Forças Armadas.

"A partir de agora, estamos a reduzir por via aérea a possibilidade de armas e drogas chegarem às nossas cidades e aumentar o medo, a violência e a força das fações criminosas", disse Raul Jungmann em conferência de imprensa.

"Temos cinco países vizinhos que são ou grandes produtores ou refinadores ou traficantes de drogas, substâncias que, quando entram nas nossas fronteiras, se transformam em violência, em tragédia", acrescentou o ministro.

Segundo o tenente Nivaldo Luiz Rossato, os novos equipamentos vão suprir as falhas na vigilância em áreas de baixa altitude, como algumas localidades do estado de Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com a Bolívia e o Paraguai, sendo a região por onde as aeronaves ilegais mais entram no Brasil.

As zonas denominadas "pontos cegos", usadas por contrabandistas, são atualmente monitorizadas por autoridades brasileiras com aeronaves, cuja manutenção anual ronda os 32 milhões de euros, o mesmo valor que custarão os radares, cuja vida útil é de 20 anos.

Para a compra dos radares, o governo brasileiro vai abrir um concurso público e estima-se que possam entrar em funcionamento já no próximo ano.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu "mão forte" no combate ao crime organizado. Para isso, nomeou o general Fernando Azevedo e Silva como futuro ministro da Defesa, um dos vários militares a quem recorreu para formar a sua equipa.

Para a pasta da Justiça, Bolsonaro escolheu o juiz Sergio Moro, que liderou a operação Lava Jato, contra o gigantesco esquema de corrupção descoberto na petrolífera estatal Petrobras.

Lusa