Aumenta o número de vítimas mortais de Estrasburgo

Aumenta o número de vítimas mortais de Estrasburgo
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A praça Kléber, em pleno centro de Estrasburgo, é o símbolo de um país de luto face ao ataque que voltou a içar o espectro do "terrorismo" em França . As homenagens multiplicam-se, ao mesmo tempo que se intensifica a caça ao homem para encontrar o responsável.

Uma estudante de Estrasburgo diz que "é importante ter um período de luto e lembrar as vítimas, para dizer que o que aconteceu não é irrelevante. E nunca deverá tornar-se irrelevante".

Mais de 700 membros das forças de segurança francesas participam na busca a Cherif Chekatt, indivíduo de 29 anos identificado pelas autoridades como o suposto autor do ataque que deixou dois mortos, uma terceira pessoa em estado de morte cerebral e mais de uma dezena de feridos, seis dos quais em estado grave.

Os investigadores não sabem se Chekatt ainda se encontra no país e, depois de uma operação ontem já do lado alemão da fronteira, também a Suíça, a 130 quilómetros de Estrasburgo, reforçou a segurança na fronteira.

O suposto atirador tem um longo passado judicial: para além de estar inscrito nos "ficheiros S" franceses, que regrupam indivíduos passíveis de radicalização, conta com 67 antecedentes, incluíndo 27 condenações em França, na Alemanha e na Suíça por delitos do direito comum.

As autoridades de Estrasburgo decidiram manter o mercado de Natal, local da tragédia, encerrado enquanto o suspeito continua a monte.