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Roménia poderá "desperdiçar" presidência da UE

Roménia poderá "desperdiçar" presidência da UE
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Pela primeira vez à frente da presidência semestral da União Europeia, a partir de 1 de janeiro, a Roménia vai coordenar a agenda de reuniões num momento de grande tensão com a Comissão Europeia.

A Roménia poderá serguir o caminho da Polónia e da Hungria, que estão em conflito aberto com a Comissão Europeia

Ramona Coman Diretora, Instituto de Estudos Europeus

Em causa está a reforma do sistema judicial e recuos na luta contra a corrupção, muito criticados pelo executivo europeu que, no mês passado, adotou um relatório duro contra o governo de centro-esquerda no poder.

A analista Ramona Coman, diretora do Instituto de Estudos Europeus, faz paralelo com outros dois casos: "Se o governo continuar a tentar aprovar, a qualquer preço, a nova legislação sobre perdões e amnistia a pessoas acusadas de corrupção, certamente haverá tensões porque a Comissão Europeia já fez advertências. Se assim for, a Roménia seguirá o caminho da Polónia e da Hungria, que estão em conflito aberto com a Comissão Europeia sobre a questão da independência da justiça".

Na União desde 2007, a Roménia tem, agora, oportunidade de brilhar no palco europeu e internacional, podendo influenciar as prioridades da agenda.

Mas o país parece pouco ambicioso, tendo apresentado, até agora, ideias vagas sobre temas como a migração, a gestão de fronteiras ou, mesmo, a política de coesão de que o país tanto poderia beneficiar, segundo a analista.

"A Roménia é um país que precisa de maior coesão porque é um dos países onde a pobreza e a exclusão social atingem um dos níveis mais altos na Europa, em conjunto com a Bulgária. Não sei se ter o exercício da presidência resolverá este problema muito importante. Mas seria uma oportunidade para o governo repensar as suas prioridades, que não devem apenas ser prioridades no papel, mas prioridades reais para o desenvolvimento socioeconómico do país", referiu Ramona Coman.

O país passa a conduzir agora os debates sobre algumas das questões mais quentes para o destino da União Europeia: a concretização do Brexit e as eleições europeias.

A seu favor está o facto de que trabalhará já em grande coordenação com a Finlândia, país que lhe sucederá no segundo semestre de 2019.