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Sem muro, democratas tentam por termo a "shutdown" nos EUA

Sem muro, democratas tentam por termo a "shutdown" nos EUA
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A maioria democrata da Câmara dos Representantes dos EUA não perdeu tempo em aprovar dois documentos com vista ao fim da paralisação parcial da administração norte-americana.

O "shutdown" de 13 dias foi precipitado pelo finca pé de Donald Trump em nome da construção do muro na fronteira com o México.

Nos documentos de financiamento temporário aprovados pela Câmara contempla-se a reabertura dos serviços governamentais afetados e fundos para o controlo fronteiriço. O muro da discórdia ficou de fora, pelo que não se espera a "luz verde" do Senado, controlado pelos republicanos.

"É um muro entre a realidade e os apoiantes, partidários de Donald Trump. Ele não quer que saibam o que está a fazer com o Medicare, o Medicaid e a Segurança Social na proposta de orçamento. Não quer que saibam o que está a fazer ao ar, à água limpa e ao resto no Departamento do Interior e na Agência de Proteção ambiental dos EUA. Não quer que saibam o quanto lhes está a fazer mal. Por isso continua a focar-se mo muro. É um mestre da distração", sublinhou a recém-eleita presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Fiel ao discurso de campanha, em declarações no rescaldo da votação, Trump insistiu que uma barreira física na fronteira é vital para a segurança nacional: "Podem chamar barreira, podem chamar o que quiserem. Essencialmente precisamos de proteção no país. Vamos fazê-lo bem. As pessoas do país merecem."

O Presidente dos EUA publicou um vídeo no Twitter intitulado "Crise na fronteira" no qual descreve o que é rotulado de "crime", "drogas" e "ilegalidade" associado a pessoas que entram nos EUA através da fronteira com o México.

Esta sexta-feira, Trump reúne-se com os líderes partidários para procurar encontrar uma solução para o impasse.