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"Coletes amarelos" não acreditam em Macron

"Coletes amarelos" não acreditam em Macron
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Milhares de "coletes amarelos" voltaram à rua em várias cidades francesas, indiferentes ao debate nacional lançado pelo Presidente da República. Emmanuel Macron quer chegar a um compromisso, mas os manifestantes desconfiam da boa fé da proposta.

Dominique Laurence, vestiu o colete amarelo para marcar presença nas ruas de Paris. Diz nada esperar do governo, mas ao mesmo tempo lança um apelo: "eles têm de nos ouvir, parar de bater na população e parar de nos dividir como estão a fazer agora - o que é contra a sua missão".

Os manifestantes continuam a pedir a demissão de Macron e exigem que a polícia deixe de usar balas de borracha para dispersão multidões. As autoridades contabilizaram 27 mil pessoas nas ruas; menos 5 mil do que na semana passada.

Foram destacados 80 mil agentes de segurança para garantir a ordem. 5 mil mobilizados só para a capital francesa.

Em Paris, em plena Praça da Bastilha e sem coletes amarelos, as organizações e associações francesas de jornalistas quiseram marcar posição. Foi lançada uma petição pelo fim da violência e da hostilidade para com a Comunicação Social.

O jornalista François Pitrel resume o objetivo desta ação: "Hoje, ao fim de quase dois meses de manifestações dos coletes amarelos, há violência, agressões, ameaças de morte e de violação para com alguns repórteres. É inaceitável numa democracia e queremos mostrá-lo dizendo que somos livres de informar em França," afirma.

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