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Venezuela: Impasse político e confrontos nas ruas

Venezuela: Impasse político e confrontos nas ruas
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REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
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O impasse mantém-se na Venezuela e a tensão cresce todos os dias.

Os confrontos nas ruas das principais cidades já fizeram dezenas de mortos e centenas de feridos. Os números divulgados pelas Nações Unidas - 40 mortos - são ainda mais graves do que os últimos divulgados pela ONG venezuelana, Provea.

O porta-voz da agência da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, relata alguns dados a que teve acesso: "Pelo menos 26 pessoas morreram após supostamente terem sido baleadas por forças de segurança ou membros de grupos armados pró-governo, durante as manifestações entre os dias 22 e 25 de janeiro. Pelo menos mais cinco pessoas foram também supostamente mortas pelas forças de segurança durante batidas ilegais em bairros populares".

Nicolas Maduro, cada vez mais isolado internacionalmente, mantém, no entanto, o apoio dos gigantes China e Rússia.

O chefe da diplomacia russa, Sergeï Lavrov deixou claro o apoio do seu país: "Nós, junto com outros membros responsáveis ​da comunidade internacional, fazemos tudo para apoiar o governo legítimo do presidente Maduro, na afirmação da constituição e de métodos de solução disponíveis no campo constitucional."

A Rússia não está disposta a perder os enormes investimentos que fez nos hidrocarbonetos e em armas na Venezuela.

Juan Guaidó, que conta com o apoio da assembleia nacional, mantém a pressão e apela a novas manifestações contra Nicolas Maduro.

Guaidó conversou pelo telefone com Donald Trump e começou a tomar conta dos bens da Venezuela fora do país, nomeadamente com a nomeação de novos dirigentes das refinarias venezuelanas nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que Washington anunciou sanções contra a Venezuela.

A Europa mantém o ultimato para a convocação de eleições livres. Diversos países, entre os quais Portugal, apelam a Nicolas Maduro para que convoque eleições livres. Se isso não acontecer, reconhecerão Juan Guaidó como presidente interino, à semelhança do que fizeram já quase todos os países dos continente americano.