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Três milhões de deslocados na Etiópia

Três milhões de deslocados na Etiópia
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Com três milhões de pessoas deslocadas sobretudo devido a conflitos interétnicos, a Etiópia vive uma das maiores crises a nível mundial. Falta um teto, comida e água, cuidados de saúde.

Qoloji é o maior campo de deslocados internos, com 80 mil pessoas, a maioria pertencente à comunidade étnica somali fugida da região de Oromia.

"Eu estava assustada e fugi há ano e meio para estar segura com as minhas crianças. Perdi todos os meus animais e a casa", conta uma mulher.

Água e saneamento são algumas das necessidades mais prementes do campo. A Organização Internacional para as Migrações, com financiamento da Ajuda Humanitária da União Europeia, construiu latrinas e chuveiros e está a dar formação na área da higiene.

"Aprendi a lavar as minhas mãos com sabão antes de cozinhar", diz outra mulher.

Regras básicas que podem salvar vidas. A aposta na prevenção vai continuar este ano com projetos financiados pela União Europeia, anunciados em dezembro pelo Comissário para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises.

A Euronews deslocou-se também à região de Oromia, onde falou com alguns deslocados Oromos da região Somali.

Há cerca de 600 locais para deslocados internos na Etiópia. A maioria não são campos. Em Deder, oito mil pessoas vivem, ora misturadas com a população local ou em edifícios públicos, que foram esvaziados para dar resposta a esta situação de emergência.

Um salão abriga agora 200 famílias Oromos. Um abrigo improvisado e sem condições. "O nosso número está a aumentar. 150 crianças nasceram aqui. Veja onde estamos a dormir. O chão é em cimento. Não temos roupas. As necessidades estão a aumentar, mas o que estamos a receber é bastante limitado", realça uma mulher.

A Organização Internacional para as Migrações está a monitorizar o número de deslocados, as suas movimentações e as suas condições de vida.

A crise na Etiópia vai ser aprofundada no programa Aid Zone, que vai para o ar esta noite.