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Braço-de-ferro humanitário entre Guaidó e Maduro

Apoiantes do líder da Assembleia Nacional num protesto contra Maduro
Apoiantes do líder da Assembleia Nacional num protesto contra Maduro -
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REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
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Está em marcha o plano do presidente interino Juan Guaidó de ajuda humanitária internacional para a Venezuela, mas o braço-de-ferro com o presidente eleito Nicolás Maduro ameaça bloquear a entrada no país de alimentos e medicamentos.

O sucessor de Hugo Chavez desconfia que a ajuda humanitária internacional seja apenas uma capa para uma intervenção militar estrangeira no país, uma opção que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já admitiu ser possível.

O líder da Assembleia Nacional e agora autoproclamado chefe de Estado interino, reconhecido inclusive pela maior parte da União Europeia, insistiu na urgência da ajuda, alega haver 300 mil pessoas em perigo de vida e apelou aos militares venezuelanos para se afastarem de Maduro e se colocarem "ao lado da Constituição."

"Se queremos construir o futuro, agora é o momento. Já o dissemos clara e diretamente às forças armadas. Sempre que tenho oportunidade, digo-lhes diretamente, com respeito e firmeza, porque é cada vez mais urgente a participação deles", expressou Juan Guaidó, após uma reunião na Fedecámaras (Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela), onde debateu com empresários os primeiros passos para "pôr fim à usurpação e começar o governo de transição."

Três pontos de recolha

Guaidó pretende que a recolha de ajuda decorra na cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta, na brasileira Boavista e ainda num terceiro posto numa ilha das Caraíbas.
Os Estados Unidos, históricos opositores do "chavismo" e dos primeiros a reconhecer Guaidó como presidente interino, já enviaram alimentos e medicamentos para a Colômbia, cuja fronteira estará a ser controlada por militares fiéis a Maduro.

Guaidó espera começar a entregar a ajuda humanitária ainda esta semana, com prioridade para os mais necessitados, esperando fazer chegar os medicamentos e os alimentos a cerca de 20 mil venezuelanos e a pelo menos cinco hospitais. "Este é um problema humanitário", sublinhou Guaidó numa entrevista à emissora colombiana Blu Radio.