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Indústria petrolífera venezuelana em queda livre

Indústria petrolífera venezuelana em queda livre
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Um pobre país rico. É com este sentimento aliado à impotência que cada vez mais trabalhadores da indústria petrolífera venezuelana abandonam o país.

A fraca qualidade, as infraestruturas obsoletas e a corrupção generalizada estão a penalizar cada vez mais uma indústria que em tempo foi um dos ativos mais preciosos do país.

A produção de petróleo tem estado em queda acentuada desde que Nicolás Maduro chegou a poder. Ainda que o país tenha outros tesouros como o ouro, diamantes e outros minerais são poucos os que pagam para ver um desfecho trágico tantas vezes vaticinado.

Com salários de 20 dólares por mês, muitos técnicos e peritos do setor petrolífero partem para países como o Kuwait, Angola, Chile ou até para o Curdistão iraquiano à procura de melhores condições de vida e de uma renovada tranquilidade.

"De 2014 a 2016, 5500 empregados da indústria petrolífera renunciaram. A partir de agosto de 2016 o número cresceu de tal forma que neste momento, nas áreas produtoras de petróleo do país, resta apenas cerca de 8% de empregados capacitados", explica Iván Freites, secretário da Federação Unitária de Trabalhadores do Petróleo da Venezuela.

Atualmente, quase metade da produção de crude da Venezuela está sem comprador. O que resta quase não gera receita porque faz parte do pagamento da dívida contraída a países como a Rússia ou China.

A gasolina escasseia no país com as maiores reservas de petróleo do mundo. Um paradoxo agravado a cada dia que passa.