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Maduro disposto a receber grupo de contacto

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REUTERS/Andres Martinez Casares
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Nicolás Maduro ridiculariza a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos, mas diz-se disposto a uma abertura diplomática.

A assistência enviada por Washington está bloqueada na cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta. O presidente venezuelano diz que é aí que deve ser distribuída e afirma tratar-se de "migalhas", quando ao mesmo tempo os Estados Unidos "apertam o pescoço" da Venezuela com um bloqueio e sanções.

Em relação ao encontro do Grupo de Contacto Internacional para a Venezuela, Maduro afirmou que " a União Europeia e [a chefe da diplomacia europeia] Federica Mogherini estão condenadas ao fracasso se continuam a dar ouvidos e obedecer à extrema-direita venezuelana". Maduro disse rejeitar "a parcialidade e ideologia do documento do grupo", mas sublinhou estar "disposto a receber qualquer enviado do grupo para estabelecer contacto".

O presidente da assembleia venezuelana e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, classificou por seu lado de um "crime contra a humanidade" o facto do regime de Caracas impedir a entrada da ajuda humanitária que se acumula na fronteira com a Colômbia.

Os Estados Unidos apelaram ao Exército venezuelano para permitir a passagem da assistência.