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O futuro do continente africano discutido na Etiópia

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Reuters
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A capital da Etiópia, Adis Abeba, é o palco, este domingo e segunda feira, da 32ª Cimeira da União Africana.

Debaixo de sol, o encontro de líderes começou com a inauguração de uma estátua do antigo imperador etíope Haile Selassie.

Haile Selassie

Considerado o pilar da Etiópia moderna, ajudou a criar a Organização da Unidade Africana, em maio de 1963, altura também em que a Etiópia era um simbolo da independência para todos os países africanos.

Selassie era um orador nato, muitos dos discursos que fez foram considerados entre os mais memoráveis do século XX.

As visões que tinha, na época, não eram comuns aos outros países africanos. Os ideais de Selassie levaram a Etiópia a tornar-se membro oficial das Nações Unidas.

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António Guterres a discursar na cimeiraReuters

32º Cimeira da União Africana

O tema deste ano é: "Refugiados, Retornados e Deslocados Internos". Segundo os dados das Nações Unidas, a África Subsariana é responsável por mais de 26% dos 25 milhões de refugiados.

Além do tema da década, a organização deu passos importantes em vários assuntos, como o avanço na adoção do acordo de livre comércio, estimado para 2020; a segurança em vários países ligados ao turismo, como o Egito, e, ainda, o financiamento político.

"Nós advertimos contra muitas instituições da União Africana que estão a ser influenciadas. Por isso, insistimos e recomendamos que a União africana seja mais prudente na gestão dos recursos financeiros.", admitiu Geoffrey Jideofor Kwusike Onyeama, ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, ao enviado especial da Euronews, Michel Santos.

O maior encontro de líderes do continente africano juntou, neste primeiro dia, 40 representantes. Termina esta segunda-feira.