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Europeus frustrados com voto contra May

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Europeus frustrados com voto contra May
Direitos de autor  REUTERS/Peter Nicholls
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"Negação da realidade" ou uma verdadeira necessidade do governo britânico de se "despachar": reações frustradas a mais um voto de bloqueio ao projeto de Theresa May para o Brexit

Os líderes europeus reagiram com consternação e frustração ao mais recente voto no parlamento de Westminster contra o plano de Theresa May para a saída do Reino Unido do bloco comunitário.

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O projeto foi bloqueado pela ala mais dura dos deputados pró-Brexit, preocupados com uma eventual perda do poder de negociação de Londres com a União Europeia.

Philippe Lamberts, eurodeputado dos Verdes belgas: "Há uma persistente negação da realidade por parte de muito políticos britânicos. Ou uma falsa negação da realidade, quando realmente eles conhecem as restrições, mas fingem que elas não existem e que são os europeus que são inflexíveis. Mas o que pedem - e é preciso deixar isso bem claro - é que o Reino Unido possa ter a sua própria política comercial e as suas regras, o que é aceitável, mas com uma porta dos fundos de mais de 500 quilómetros com acesso ao mercado único".

Para a França, May precisa de se "despachar". A ministra francesa dos Assuntos Europeus frisou que a União sofreria com uma renegociação do acordo do Brexit que concluiu com o governo britânico no ano passado.

Nathalie Loiseau, ministra francesa dos Assuntos Europeus: "Digo aos nossos amigos britânicos que chegou o momento de decidirem se querem sair de forma amigável ou brutal. É a sua escolha, mas esta incerteza persistente, reforçada por um novo voto complicado para Theresa May na Câmara dos Comuns, é um fardo para os negócios. Dizemos [ao Reino Unido] para se despachar, pelas nossas empresas, cidadãos e britânicos que vivem em França."

Em Londres, a ministra britânica responsável pelas Relações com o Parlamento, Andrea Leadsom, relativisou a derrota em Westminster, classificando-a de um "acidente de percurso", mas com um Brexit agendado para 29 de março, a possibilidade de uma saída sem acordo aproxima-se rapidamente.

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