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Santos Silva teme confronto interno violento na Venezuela

Santos Silva teme confronto interno violento na Venezuela
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REUTERS/Andres Stapff
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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto santos Silva, considerou que a proibição de entrada na Venezuela de uma delegação de eurodeputados, no domingo, é "absolutamente lamentável e condenável", pedindo "gestos de abertura" no país em vez de "medidas de hostilidade".

Santos Silva proferiu a declaração em conferência de imprensa, segunda-feira, após a reunião do Conselho de Assuntos Gerais, em Bruxelas, no qual a situação na Venezuela teve grande destaque. O ministro afirmou que o Grupo de Contacto para a Venezuela (vários países da União Europeia, do qual Portugal faz parte, e da América Latina) vai enviar altos funcionários, esta semana, a Caracas (capital) para se encontrarem com membros do governo, da oposição, da Igreja Católica e da sociedade civil.

Questionado sobre o risco de um cenário de guerra civil, o ministro disse à correspondente da euronews em Bruxelas que é considerável, face à presença de forças paramilitares próximas de Nicolas Maduro, mas que Portugal e a União Europeia tudo farão para evitar "violência interna sangrenta" ou qualquer "intervenção militar externa".

Falando também hoje em Bruxelas, a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, revelou que esta missão técnica, liderada pela União Europeia e pelo Uruguai, servirá para avaliar "o apoio que pode ser dado para abrir o caminho para uma transição democrática e pacífica e um desfecho democrático e pacífico da crise através de novas eleições democráticas".

A 31 de janeiro, o Parlamento Europeu reconheceu Guaidó como Presidente interino legítimo da Venezuela, à semelhança da maioria dos países da União Eurpeia e na sequência da posição assumida pelos Estados Unidos.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.