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Braço de ferro entre enfermeiros e Governo em Portugal

Braço de ferro entre enfermeiros e Governo em Portugal
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Milhares de cirurgias foram canceladas nas últimas semanas em Portugal, devido à greve cirúrgica dos enfermeiros. Estes profissionais reclamam o descongelamento das carreiras, o que consideram um ordenado justo e a idade de reforma aos 57 anos.

Fonte do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra denunciou que os serviços mínimos não estavam a ser cumpridos, adiando algumas cirurgias de doentes com cancro. A Euronews falou com um destes pacientes, que não quis dar a cara, enquanto aguarda que lhe remarquem a cirurgia.

"Não conheço o caso em questão, mas certamente se fosse uma situação realmente de risco e que oferecesse risco de vida para a utente, certamente teria sido operado", afirmou Bruno Neto, membro efetivo do Conselho Nacional da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE).

Foi publicado esta terça-feira em Diário da República o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República que considerou a greve dos enfermeiros aos blocos operatórios ilegal.

"Isto é apenas um parecer. Cabe neste momento ao Supremo Tribunal Administrativo decidir se é legal ou não. Neste momento, é um parecer que temos que analisar, refletir e tomar medidas a partir daí", disse Bruno Neto.

Glória Vieira deveria ter sido operada em novembro aos braços, mas a sua cirurgia foi adiada dois meses, pela primeira greve dos enfermeiros.

"Eu andei a preparar-me para a cirurgia. Uma pessoa fica sempre um bocado nervosa e depois acabou por não acontecer. Eu entendo a posição deles, mas também entendo a posição de quem está à espera da cirurgia, porque estamos sempre a adiar uma situação de nervos, de muita coisa".

A presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros, Lúcia Leite, pediu esta terça-feira aos profissionais que suspendam a greve cirúrgica, enquanto, o Sindepor - o outro sindicato que convocou a greve - publicou hoje, no Facebook, um "esclarecimento aos enfermeiros" em que apela à continuidade do protesto.

O Ministério da Saúde avisou que os enfermeiros que mantenham a greve aos blocos operatórios vão ter faltas injustificadas a partir de quarta-feira.