Exército de Maduro não deixa entrar na Venezuela ajuda humanitária internacional
Depois de um sábado de confrontos, chega um domingo mais calmo, na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia.
Apesar de mais calmo, a barreira militar do exército venezuelano mantém-se a separar os dois países e quem espera do lado venezuelano, espera pela ajuda humanitária internacional que está bloqueada do lado colombiano.
As toneladas de medicamentos e comida não devem chegar tão cedo a terras venezuelanas, até porque Maduro, presidente do país, já cortou relações com o país vizinho e até deu 24 horas aos embaixadores colombianos para abandonar a Venezuela.
Os confrontos foram piores no sábado, em Cúcuta. Quem não tem o que comer, usa tudo o que pode para derrubar os militares de Maduro, a força do próprio corpo e pedras. Uma luta desigual, como conta aos jornalistas um venezuelano da oposição, enquanto mostra as marcas de sangue que tem em todo o corpo.
José Sierra diz que, do lado de Colômbia, o exército de Maduro está a disparar balas de borracha na fronteira, e acredita que "só são de borracha porque é do lado colombiano", e que "se fosse do lado da venezuela...", diz.
Estas cenas de violência entre manifestantes e as autoridades já fizeram centenas de feridos e muitos dos que estavam do lado de Maduro passam para o lado de Guaido, como é o caso de vários militares do exército, que abandonaram a farda por não conseguirem suportar a fome. Acabam por desistir e passar para o lado de quem luta por uma Venezuela sem Maduro.
Juan Guaido já veio prometer que todos os oficiais que o façam deverão ser amnistiados.