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Gripe mata milhares na Europa

Gripe mata milhares na Europa
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O vírus da gripe matou, já, milhares de pessoas na Europa desde o início do ano.

A Polónia, por exemplo, registou mais de seis dezenas de mortos e mais de 10 mil pessoas recorreram aos hospitais.

"A percentagem de população vacinada na Polónia é de apenas 3,4%. A Polónia não tem nenhum guarda-chuva especial contra o vírus da gripe", assegura a virologista do Instituto polaco de Saúde Pública, Lidia Brydak.

A epidemia da gripe, na Europa, continua a ganhar força. Entre os países mais atingidos encontram-se a Alemanha, a Hungria, a França ou a Grécia. Desde outubro, registaram-se mais de mil mortes devido ao vírus, em especial o A/H1N1.

Danuta Jurkiewicz-Badacz, do Programa Polaco de Combate à Gripe, explica que "a gripe é um vírus muito mutável, mas por enquanto não podemos falar sobre uma pandemia, ou uma mutação que criaria um vírus completamente novo contra o qual estamos desprotegidos."

Entre as complicações mais perigosas da gripe estão a pneumonia, a miocardite ou a falência de vários órgãos. O médico Tomasz Śliwa, do Hospital Józef Dietl em Cracóvia, sublinha que as "pessoas com mais de 65 anos, crianças com mais de 5, grávidas, pessoas com doenças crónicas, com diabetes e obesidade, são as mais suscetíveis à gripe".

Na Polónia e na Europa, a gripe tem um importante aliado, os movimentos antivacinação.

Justyna Socha, da Associação de Conhecimento em Vacinação "STOP NOP", defende que "infelizmente, os sistemas de saúde estão corrompidos e isso foi confirmado por estudos científicos. As decisões são tomadas em nome dos cidadãos e não são necessariamente do seu interesse, mas sim dos fabricantes de vacinas."

Já Marcin Mikos, da Sociedade Polaca de Direito Médico, defende que "as pessoas que, conscientemente, não vacinam os filhos - apesar das obrigações e apesar das indicações médicas - devem, na nossa opinião, pagar um seguro de saúde mais elevado."

Por causa da gripe sazonal, centenas de milhares de pessoas morrem todos os anos no mundo. O pico da epidemia este ano está, ainda, por vir.

O jornalista da euronews Leszek Kablak relata: "Apesar do facto de a gripe retornar todos os anos - milhões de pessoas são surpreendidas por ela em todo o mundo. Os especialistas não têm dúvidas: sem prevenção e higiene, somos um alvo fácil para o vírus."