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Apagão elétrico chega ao fim na Venezuela

Apagão elétrico chega ao fim na Venezuela
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Chegou ao fim o pior apagão das últimas décadas na Venezuela. O abastecimento de energia foi restabelecido em praticamente todo o país, depois de quase 24 horas sem eletricidade.

Embora não haja números oficiais, entre duas a seis pessoas terão morrido em consequência do apagão. Entre as alegadas vítimas estará um bebé que perdeu a vida no hospital José Manuel de Los Rios.

A crise elétrica tornou-se mais um braço de ferro político entre o presidente Nicolás Maduro e o líder do parlamento e autoproclamado presidente Juan Guaidó. Aeroportos, ruas e hospitais ficaram sem energia, lançando a Venezuela num caos ainda mais profundo.

O corte ocorreu após uma avaria na central hidroelétrica de Guri, situada no Estado de Bolívar, no sul do país, e que abastece cerca de 70% do país.

Nicolás Maduro atribuiu o apagão a uma sabotagem orquestrada pelos Estados Unidos e o regime venezuelano prometeu apresentar provas do envolvimento americano à ONU. Já Juan Guaidó defendeu que a inépcia e a corrupção estão na base do corte de energia e responsabilizou o regime. Para o autoproclamado presidente, é tempo de as forças armadas deixarem cair Maduro.

"Forças Armadas, do que é que estão à espera? A agenda é muito clara: ninguém está a pedir uma revolta, estamos a pedir para se colocarem do lado da constituição", afirmou.

A agravar a situação venezuelana, um painel de arbitragem do Banco Mundial condenou o país a pagar 8,7 mil milhões de dólares à petrolífera ConocoPhillips pela expropriação de 2007, decretada pelo anterior líder venezuelano, Hugo Chávez.

Este montante está sujeito a juros de 5,5% ao ano até que o valor total tenha sido pago, precisa o documento divulgado esta sexta-feira pelo Centro Internacional para a Resolução de Diferendos sobre Investimentos (CIRDI).

“Saudamos a decisão do tribunal do CIRDI, que confirma o princípio segundo o qual os Governos não podem expropriar ilegalmente investimentos privados sem pagar compensações”, declarou Kelly B. Rose, diretor jurídico da gigante petrolífera da ConocoPhillips em comunicado. A Venezuela, que atravessa uma crise económica e política sem precedentes, não emitiu até agora qualquer reação.

A tensão política na Venezuela continua a crescer e para este sábado estão marcadas novas manifestações pró e contra regime em Caracas.