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Londres vota adiamento do Brexit

Londres vota adiamento do Brexit
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Reuters
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O Brexit vai ser adiado pelo menos para o dia 30 de junho. O parlamento britânico aprovou por uma larga maioria a moção proposta pelo governo que prevê um aumento de três meses no prazo para a saída do Reino Unido da União Europeia, isto na condição de, na próxima semana, a Câmara dos Comuns aprovar o pacto feito entre o governo de Theresa May e os representantes dos vários Estados-membros da União Europeia.

Este alargamento do prazo para aplicação do artigo 50 do tratado de Lisboa terá ainda ter de ser aprovado pela União, na próxima cimeira.

Em reação a este voto, o líder da oposição, Jeremy Corbyn acusou a primeira-ministra de ter conduzido o país a este impasse e pede a realização de eleições: "Hoje, reitero a minha convicção de que é possível encontrar um acordo, com base no nosso plano alternativo, que pode conseguir apoio em todos os setores da Câmara dos Comuns. Também reitero o meu apoio a um voto popular - não como exercício político para ganhar pontos, mas como uma opção realista para por fim a este impasse", disse.

Antes, tinham sido rejeitadas várias emendas, incluindo uma que punha a hipótese de um segundo referendo e que contou com a abstenção da maior parte da bancada trabalhista. O secretário para o Brexit, Stephen Barclay, acusa Corbyn de se estar a contradizer: "Ele está a rasgar os votos de 17,4 milhões de pessoas deste país, ao virar as costas ao referendo, ao voltar atrás com a palavra do seu próprio manifesto. É altura de esta câmara agir no interesse nacional e aprovar um prolongamento que seja realista", declarou.

O acordo entre o governo de Theresa May e Bruxelas foi apresentado à votação duas vezes e chumbado outras tantas. A primeira-ministra vai agora ter de encontrar um consenso dentro do parlamento, para evitar um novo falhanço. Conseguir o voto favorável dos Unionistas da Irlanda do Norte e de alguns setores do Partido Conservador pode vir a custar-lhe o lugar.