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May pede adiamento da saída do Reino Unido da UE

May pede adiamento da saída do Reino Unido da UE
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A primeira-ministra britânica enviou um pedido formal à União Europeia com vista à extensão do Artigo 50. A ser aceite, o Brexit será adiado até uma data ainda por determinar.

O anúncio despertou um debate intenso na Câmara dos Comuns.

"O governo pretende adiantar propostas com vista a um terceiro voto. Se o voto for aprovado, a extensão dará ao parlamento tempo para considerar o acordo de saída, se não, o Parlamento terá que decidir como proceder. Mas enquanto primeira-ministra não estou preparada para atrasar o Brexit para uma data posterior a 30 de junho", disse a primeira-ministra Theresa May aos parlamentares.

O anúncio de Theresa May provocou uma forte reação da parte do líder da oposição, Jeremy Corbyn.

"Meses de atrasos e uma campanha concertada de chantagem, intimidação e suborno não conseguem convencer o parlamento ou o país de que o acordo não passa de um falhanço nacional e deverá ser rejeitado. Já não há tempo. Eles já não têm ideias, por todo o país as pessoas estão ansiosas e frustradas com a total incapacidade deste governo para resolver esta crise", acusou o líder da oposição, Jeremy Corbyn.

Nas bancadas de Westminster as posições não podiam ser mais extremas.

"Primeira-ministra, continuar a querer uma extensão ao Artigo 50 significa que vai traír o povo britânico. Se o não fizer, vai honrar aquilo que foi a sua vontade", o deputado conservador e eurocético, Peter Bone.

No seio da oposição, as palavras da primeira-ministra fizeram soar o alarme. Yvette Cooper, deputada trabalhista, lançou o alerta.

"O que ela está a fazer ao não abandonar este acordo falhado é muito perigoso para este país. Em nome do interesse nacional, imploro à primeira-ministra para pensar de novo", disse.

Em Bruxelas ultimam-se os preparativos para a cimeira europeia desta quinta-feira.

A União Europeia não rejeita toalmente a ideia de uma extensão ao Artigo 50 mas afirma que este pedido apenas será aceite se Londres oferecer garantias de que o acordo será aprovado no Parlamento.