Chuvadas matam em Benguela e Governo admite surto de malária

Ministra da Saúde de Angola durante a conferência de imprensa
Ministra da Saúde de Angola durante a conferência de imprensa Direitos de autor LUSA/ Ampe Rogério
De  Agência Lusa
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Ministra da Saúde de Angola sublinha a ajuda pronta às populações afetadas num dia em que surge a notícia da morte de duas crianças devido à tempestade

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Fortes chuvas provocaram a morte de duas crianças na província angolana de Benguela, onde, na semana passada, o mesmo fenómeno terá estado na origem da morte de 16 outras pessoas.

As chuvas registadas durante o fim de semana causaram o desabamento de uma residência no município do Lobito, tendo também outras 70 casas desabado.

Um balanço do serviço de proteção civil e bombeiros local dá conta, além dos dois óbitos, do registo de 12 feridos, 70 casas desabadas e outras 14 inundadas, dez quedas de árvores e duas viaturas parcialmente danificadas.

A ministra da Saúde de Angola admitiu, entretanto, que as chuvas abundantes que caem sobre Benguela podem originar "novos casos de malária", mas garantiu que a "situação sanitária está controlada".

"Do ponto de vista da saúde, em Benguela, e da assistência médica e medicamentosa, estamos a cumprir o nosso papel e em termos de saúde a situação está controlada. Acreditamos que tenhamos mais casos de malária", disse esta segunda-feira Sílvia Lutucuta, em Luanda.

Questionada em conferência de imprensa sobre o apoio que está a ser prestado às populações afetadas pelas chuvas abundantes sobre a província de Benguela, Sílvia Lutucuta afirmou que o setor "respondeu prontamente".

Em relação à ajuda humanitária, médica e medicamentosa, que Angola está a prestar a Moçambique devido ao ciclone Idai "quando em Benguela se alegam carências", a ministra disse tratar-se de "situações distintas".

"Em Benguela, ao contrário de Moçambique, nós ainda conseguimos ter as nossas unidades sanitárias preservadas, não foram afetadas minimamente, uma inundação, mas não foi uma situação tão dramática como em Moçambique", explicou.

Sílvia Lutucutagarantiu ainda que "havia meios e recursos para tratamento dos doentes" na província angolana.

"Mesmo assim, enviámos dois contentores com bastantes medicamentos e com material gastável e fomos os primeiros a chegar a Benguela", assinalou.

"O setor da saúde foi o primeiro a chegar a Benguela com meios necessários e recursos humanos, equipas técnicas especiais para o combate às catástrofes. Tão logo tivemos conhecimento da situação interagimos com as autoridades locais sobre a situação", disse Sílvia Lutucuta.

Na ocasião, o Presidente angolano, João Lourenço, manifestou "grande consternação" pelos "acontecimentos trágicos" ocorridos na província de Benguela, em que chuvas abundantes e ventos anormalmente fortes provocaram 16 mortos.

Numa mensagem divulgada pela Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço lamentou também os ferimentos em "dezenas" de cidadãos, a destruição de habitações e os danos em bens patrimoniais.

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