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A difícil união dos nacionalistas

A difícil união dos nacionalistas
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Conseguiram as forças de extrema-direita ser uma força de bloqueio no Parlamento Europeu? Tudo vai depender da capacidade de formarem um grupo parlamentar.

Uma tarefa que não se avizinha fácil já que, se nas questões de imigração até têm posições similares, noutras áreas os pontos de vista são bem diferentes como realça Davide Ferrari, investigador da VoteWatchEurope, um think tank que monitoriza as campanhas eleitorais.

"O orçamento, por exemplo, é um ponto-chave, porque os partidos dos países que são contribuintes líquidos têm opiniões diferentes sobre o tamanho do orçamento da União Europeia em relação aos outros. E há divergências também sobre o comércio, que está ligado à geopolítica. Neste caso podemos ver que alguns dos partidos são mais liberais e orientados para o mercado livre, enquanto outros são mais protecionistas, como o partido de Marine Le Pen. "

E depois há a questão incontornável do Brexit.

Muitos partidos nacionalistas já defenderam abertamente a saída da União Europeia, mas o complicado processo de retirada do Reino Unido não parece fazer do apelo à saída um slogan de campanha vencedor, como sugere Susi Dennison, do Conselho Europeu de Relações Exteriores.

"O que você viu é uma evolução desde 2016 no modo como os anti-partidários falam sobre tirar o seu país da União Europeia. Passaram de potencialmente contra a União Europeia, para serem meio céticos em relação ao euro e até nisso baixaram o tom. Agora, falam de uma Europa de nações soberanas. O que fizeram foi reconhecer que, na verdade, a identidade europeia continua a ser muito importante para muitos eleitores."

Conseguirão os nacionalistas criar uma tempestade no Parlamento Europeu, isso é o que falta saber.