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Ativistas recolhem queixas de migrantes na fronteira com os EUA

Ativistas recolhem queixas de migrantes na fronteira com os EUA
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Nos últimos seis meses, a morte de duas crianças e um adolescente guatemaltecos foram notícia. Em comum, tinham o facto de estarem sob custódia do governo norte-americano, depois de passarem a fronteira para os Estados Unidos de forma ilegal.

Apesar de as causas das mortes ainda não serem conhecidas, são numerosos os relatos de abusos para com os migrantes,

Para documentar e combater as alegadas violações de direitos humanos, um grupo de ativistas da Organização Não-Governamental (ONG) Border Network for Human Rights lançou uma plataforma de denúncias e está na cidade de Juarez, junto à fronteira mexicana, a tentar recolher depoimentos das vítimas.

"Os migrantes falam connosco sobre as detenções, que ficam em áreas onde faz muito frio, concentrados em celas muito pequenas e cheias de gente, Falam-nos sobre a qualidade da comida, sobre nâo haver comida suficiente. Também nos contam do acesso restricto a apoio jurídico. Tudo isto cria uma situação muito difícil. Estamos a falar de pessoas que vieram com as famílias, com os filhos, que não têm recursos, que sentem que os centros de detenção os tratam como criminosos", conta Fernando Garcia, membro da ONG.

De acordo com as autoridades fronteiriças norte-americanas, só em março deste ano, foram apreendidas na fronteira com México mais de 53 mil famílias e crianças não acompanhadas.