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Mantém-se o impasse político na Guiné-Bissau

Mantém-se o impasse político na Guiné-Bissau
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A 10 de março a Guiné-Bissau ia a votos para as eleições Legislativas mais esperadas dos últimos anos. Aguardava-se que o escrutínio colocasse fim ao impasse político que o país vive desde 2015. Dois meses depois, nada mudou no país. O PAIGC venceu sem maioria absoluta, coligou-se para governar, mas o impasse mantém-se.

O novo parlamento tomou posse a 18 de abril mas as fraturas político-partidárias são claras. A mesa que vai dirigir a nova Assembleia Nacional Popular continua por ser constituída com acusações de "interpretação abusiva", por parte do Partido da Renovação Social ao PAIGC, em relação às regras para a sua composição. O veto dos deputados à nomeação para segundo vice-presidente do parlamento de Braima Camará, coordenador do Movimento para a Alternância Democrática, segunda formação mais votada nas eleições, é outro foco de crise. O Madem-G15 deve apresentar outro nome o que, até ao momento, não aconteceu.

Ao longo dos últimos anos a crise política tem agudizado outras: económica, social, humanitária. As vozes críticas crescem no país. O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados é uma das organizações que tem posto o acento tónico nas questões que mais preocupam a população do país, uma delas é a corrupção.

No meio de tudo isto a criação de um novo governo continua a ser uma miragem ainda que seja sobre ele que recai a esperança num país onde as clivagens são grandes.