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Não há razão para a Guiné-Bissau não ter novo governo

Não há razão para a Guiné-Bissau não ter novo governo
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Quase três meses depois das eleições Legislativas na Guiné-Bissau não há fim à vista para a crise política. Portugal e Nações Unidas não compreendem porquê. Para o chefe da Diplomacia portuguesa estão criadas "todas as condições" para o presidente guineense indigitar o primeiro-ministro e marcar eleições presidenciais. Posição defendida por Augusto Santos Silva depois de um encontro, em Nova Iorque, com o Secretário-geral da ONU, António Guterres, no qual foi debatida a questão:

"As eleições foram muito participadas e foram consideradas eleições, completamente, transparentes e regulares por todos os observadores internacionais. E delas resultou uma relação de forças, na assembleia que, aliás, conseguiu formar uma maioria de apoio a um governo. Do nosso ponto de vista há todas as condições para avançar na formação de um governo e na marcação das eleições que falta marcar este ano, que são as eleições presidenciais", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

Desde 2015 que o país vive um impasse político e apesar dos avisos internacionais, também da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, o Presidente, José Mário Vaz, continua à espera que a mesa da Assembleia Nacional Popular esteja completa para passar à nomeação do governo. Isto apesar de os atuais membros da referida mesa dizerem que a falta de um segundo vice-presidente não impede o novo executivo de iniciar funções.

No último fim de semana os guineenses voltaram à rua. No protesto o líder do PAIGC pediu às Forças Armadas para abrirem "alas" para uma confrontação entre o povo e o chefe de Estado. Domingos Simões Pereira já veio esclarecer que as não pretendeu incentivar a um golpe de Estado. Também o Chefe das Forças Armadas guineenses afastou este cenário.

O PAIGC venceu as Legislativas e deverá formar governo em coligação com outras duas pequenas formações, por não ter conseguido maioria absoluta. Mas o Madem-G15, formação feita de dissidentes do partido vencedor e segunda formação mais votada, e do qual deverá sair membro que falta na mesa do parlamento recusa-se a apresentar um novo nome depois dos deputados terem vetado o nome de Braima Camará.