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Igreja entra na campanha para as eleições europeias

Igreja entra na campanha para as eleições europeias
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D. R.
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A 10 dias das eleições para o Parlamento Europeu, em Portugal, a Igreja Católica entrou na campanha.

O Patriarcado de Lisboa partilhou um quadro de orientação de voto nas redes sociais. O gráfico está no site da Federação Portuguesa pela Vida e identifica a posição dos partidos em causas como o aborto, a eutanásia, barrigas de alugar ou igualdade.

Nos parâmetros escolhidos, a federação encontra três partidos que fazem o pleno com as convicções que defende: o CDS, e os recém-formados partidos de orientação populista: o Basta e o Nós Cidadãos.

PS e Bloco fazem o pleno, mas ao contrário. Nem uma posição alinhada com os valores listados.

O Patriarcado voltou entretanto atrás, retirou a mensagem das redes sociais e, em declarações ao Diário de Notícias, o gabinete de Dom António Clemente admitiu que a partilha "foi uma imprudência".

O assunto dominou muitas das intervenções desta quinta-feira, principalmente nas redes sociais.

Os cabeças de lista dos principais partidos só falaram do assunto depois do Patriarcado ter voltado atrás. Mote para, no caso de Paulo Rangel, do PSD, dizer que é tempo de seguir em frente. Pedro Marques, o cabeça de lista do PS, declarou-se também satisfeito com a correção, considerando que "o lapso" estava ultrapassado.

Nuno Melo não estranhou estar ao lado de partidos populistas. Já André Ventura, do Basta, declarou ao Expresso que “Igreja cedeu à pressão do politicamente correto".