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"Dizer não à Macédonia do Norte é mau para a UE"

"Dizer não à Macédonia do Norte é mau para a UE"
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Juntamente com a Albania, a Macedónia do Norte recebeu luz verde para encetar negociações de associação com a União Europeia. A recomendação tem de ser aprovada por unanimidade pelos líderes da UE. Alguns Estados-Membros como a França, a Holanda ou a Dinamarca parecem ter pouco ou nenhum apetite para um novo alargamento com o receio de "euroceticismos" nacionais.

Uma posição que não agrada ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Macedónia do Norte, Nikola Dimitrov.

"Dizer não à Macedónia do Norte este ano enfraquece a credibilidade da União Europeia na região. As apostas são muito altas tanto do lado da UE quanto do nosso lado. Para a região, temos apenas duas visões concorrentes. A visão europeia é tornar as democracias melhores melhores, governar pelo Estado de Direito, cooperar umas com as outras, negociar e as fronteiras não são muito importantes. A outra visão concorrente é o foco nas fronteiras, especialmente nas fronteiras étnicas, e vimos o que aconteceu nos anos 90 com essa visão. Portanto, as apostas são muito altas", explicou à Euronews.

No ano passado, o país conseguiu resolver uma disputa de nome de quase três décadas com a Grécia e mudou o nome e a constituição embora com fortes reações. Para o país, este foi o principal obstáculo no caminho para a Europa e a NATO.

"Conseguimos tornar-nos maiores sem mudar territórios e isso diz muito, ver como um país trata os vizinhos. Então, foi necessária uma grande liderança e pensar naquilo que gostaríamos de ver daqui a dez anos e não apenas marcar mais pontos nas próximas eleições", conclui.