Paris vai proibir estacionamento de trotinetes nos passeios

Paris vai proibir estacionamento de trotinetes nos passeios
De  Ana Serapicos
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No pacote de medidas também está a redução das frotas das 12 empresas que existem na capital francesa, mais empresas do que em todo o território dos EUA

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Quem vive ou visita as grandes cidade europeias encontra, facilmente, um pouco por todas as esquinas, trotinetes. Depois de várias cidades na Europa implementarem medidas em relação ao serviço, a última - uma freguesia em Lisboa começou a multar o mau estacionamento destes veículos elétricos - Paris decidiu ir mais longe. A capital francesa vai proibir o estacionamento de trotinetes nos passeios e diminuir o número de empresas que opera na cidade.

O anúncio foi feito pela presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo. A governante diz que o número de trotinetes na cidade "é muito elevado". A capital francesa tem cerca de 20 mil trotinetes de um total de 12 empresas. Mais empresas do que em todo o território dos EUA.

Anne Hidalgo pediu às operadores para "reduzir a frota até a adoção da nova lei da mobilidade", lei que vai "criar o quadro legal" que a cidade precisa.

As trotinetes são usadas pelos locais, no dia-a-dia, mas também por turistas. Quem as usa diz que o sistema é rápido e fácil.

Gulsha, um turista da Hungria, diz que a trotinete o faz sentir "independente e livre" e que enquanto a usa "consegue ver tudo". Csaba, turista turca, diz que pode usar os veículos em zonas histórias e em zonas modernas, e que "essa combinação é muito boa".

Já Stephane Destin, parisiense, aponta alguns pontos negativos em relação ao sistema das trotinetes.

"Às vezes, pode ser um pouco perigoso porque há muita gente que as usa em cima dos passeios e até na estrada, ao lado dos carros e sem usar capacete, e isso faz com que seja um pouco complicado", admite Stephane.

Este problema, apontado por este parisiense, é um dos mais sonantes no que toca à 'desorganização' que as grandes cidades estão a tentar combater com as trotinetes.

Quem faz da vida a estrada, como Nouredine Allali, há 27 anos taxista, o comportamento dos utilizadores destes veículos devia ser discutido. "Os jovens fazem de tudo, então quando são duas pessoas em cima das trotinetes é mais difícil.", conta o taxista. "Às vezes uso a buzina para alertar, para saírem da frente do carro, mas os jovens não prestam atenção, já os adultos são diferentes.", diz.

Mas, para este problema, a autarquia parisiense também tem uma solução. A ideia é reduzir a velocidade dos dispositivos para 20 km/hora, e, em zonas pedestres, a velocidade destas duas rodas, amigas do ambiente, não poderão passar os 8Km/hora.

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