A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Agricultores britânicos enfrentam pressões adicionais

Agricultores britânicos enfrentam pressões adicionais
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

No Reino Unido, tal como acontece todos os anos, a colheita de frutos silvestres está em curso.

Este ano, contudo, os fruticultores enfrentam um desafio adicional. Este ano há muito menos trabalhadores sazonais provenientes do leste da Europa.

Isto significa que parte da colheita poderá apodrecer.

"Os nossos salários aumentaram 19% em dois anos, 9% no ano passado e 10% no ano anterior. Mas o número de trabalhadores baixou 10% em comparação com o ano passado. Vai ser uma catástrofe para o sector agrícola e para a economia do Reino Unido", afirma Anthony Snell, um agricultor britânico.

Anthony votou a favor do Brexit. Será que agora lamenta essa decisão?

"Não porque parece-me que é a decisão correta mas não é o que está a acontecer. Deviamos ter liberdade de movimento de pessoas de forma a manter a nossa economia sustentável", acrescenta Anthony.

O repórter da euronews, Luke Hanrahan, afirma que "há três anos havia quatro trabalhadores para cada posto de trabalho mas agora é o contrário, segundo o maior fornecedor de mão de obra do Reino Unido. Agora, cada pessoa pode escolher entre quatro empregos. E isso deve-se em grande parte porque as condições melhoraram no continente. Os agricultores europeus estão a adotar um modelo de agricultura que é muito mais eficiente e muito mais fácil".

Nesta quinta de morangos em Kent, uma região conhecida como "o jardim de Inglaterra", os trabalhadores ganham em média 19 euros por hora mas com a concorrência de outros países europeus registou-se uma queda de 20% no número de trabalhadores estrangeiros.

Stephanie Maurel trabalha para a Concordia, o maior fornecedor britânico de mão-de-obra no sector agrícola.

"A Alemanha e a Holanda são os principais concorrentes do Reino Unido em termos de mão-de-obra. Os governos estão a fazer um bom trabalho em termos de apoio aos trabalhadores, isenções fiscais por exemplo, houve também grandes investimentos nas explorações agrícolas alemãs e holandesas que também se adaptaram depressa à mão de obra adicional", afirma.

A atual situação significa que os fruticultores britânicos enfrentam desafios adicionais.

A melhoria das condições nos países da União Europeia significa que há menos mão-de-obra disponível. Há mesmo quem tente atrair trabalhadores de quintas vizinhas.

A queda no valor da libra esterlina também significa que estes trabalhadores sazonais acabam por ganhar menos.

"Uma das razões é o valor da libra esterlina na Europa. Se compararmos com o que se passava há dois anos, antes do referendo a libra estava mais alta e agora perdeu imenso valor", afirma Caludiu Netoiu, um capataz agrícola.

Para os agricultores britânicos, incluindo aqueles que votaram e ainda apoiam o Brexit, tudo sugere que a colheita deste ano fica marcada por pressões adicionais. O futuro contudo permanece uma incógnita.