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UE procura estratégia para Política Externa

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Reuters
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Em matéria de segurança e defesa no palco mundial, a União Europeia continua sem uma voz unânime e sem uma posição ambiciosa.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros reunidos, segunda-feira, no Luxemburgo, tentaram estabelecer linhas de orientação para os próximos cincos anos, confirmou a chefe da diplomacia da União, Federica Mogherini.

"Tentaremos ter um olhar mais estratégico sobre como a União Europeia pode desempenhar seu papel no mundo no momento em que for mais necessário", disse aos jornalistas.

Exemplo dessa necessidade é a atual crise no Golfo Persico que aumenta em tensão no exato momento em que a União Europeia tenta salvar o acordo nuclear com o Irão.

Um acordo em que França, Alemanha e Reino Unido contribuíram com maior capacidade diplomática, mas o Brexit e a degradação de relacionamento com os Estados Unidos colocam essa conquista em causa.

Alargamento ao Balcãs

Outro ponto onde há divergências no seio da União é a abertura de negociações com a Albânia e a Macedónia do Norte para serem Estados-membros.

Estes países da região dos Balcãs cumpriram os critérios iniciais impostos pela Comissão Europeia, mas vários países, tais como Holanda e França. consideram que não é o melhor momento para falar de novo alargamento da União. Já os países de leste pensam que não se devem defraudar as expettaivas da região.

"Precisamos, efetivamente, que os Estados-membros e suas delegações diplomáticas trabalhem de forma aberta e colaborativa com as delegações da União Europeia no mundo. Quando for normal esse trabalho de colaboração permanente ao nível das prioridades políticas européias, então passará a haver uma política externa extremamente eficaz por parte da União Europeia", disse o analista Peter Chase, do German Marshall Fund.

Federica Mogherini diz que a economia e o clima devem ser centrais na diplomacia europeia e sugeriu que poderá haver maior cooperação ao nível dos serviços secretos.

A nova Comissão Europeia tomará posse a 1 de novembro, o que implica um novo Alto Representante para a Política Externa e de Segurança.