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ONU pede ajuda para número recorde de refugiados

Cuban migrants wait outside the Mexican Commission for Refugee Assistance (COMAR) in Tapachula
Cuban migrants wait outside the Mexican Commission for Refugee Assistance (COMAR) in Tapachula -
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REUTERS/Jose Cabezas
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Mais de quatro milhões de venezuelanos deixaram o país e esta crise contribuiu fortemente para o número global recorde de 70,8 milhões de pessoas deslocadas, em 2018, devido a conflitos e perseguição.

Metade deles são crianças, revela o relatório Tendências Globais, divulgado pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), por ocasião do Dia Mundial dos Refugiados, que se celebra a 20 de junho.

A agência espera maior compromisso por parte da União Europeia, disse à euronews Gonzalo Vargas Llosa, representante regional do ACNUR para a União: "De todas as necessidades do ano passado, apenas sete por cento do que solicitámos em termos de reinstalação foi aceite por países da União Europeia e de outras regiões".

"Dada a localização da grande maioria dos refugiados, a União Europeia deve aumentar o seu apoio financeiro a esses países, algo que é absolutamente necessário", acrescentou.

Países menos desenvolvidos dão mais apoio

A Síria continua a liderar a lista de países de onde mais pessoas fogem para salvar a vida, seguindo-se Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália.

A Turquia é o país que acolhe mais refugiados, seguindo-se Paquistão, Uganda e Sudão. O primeiro país ocidental é a Alemanha.

Os fluxos migratórios foram um dos temas em debate nas Jornadas Europeias do Desenvolvimento, em Bruxelas, sobre estratégias para combater as desigualdades no mundo.

David Miliband, diretor-executivo do Comité Internacional de Resgate, acusou a classe política de manipulação e negligência.

"Temos mais refugiados do que nunca e o mundo não tem um sistema humanitário que saiba como lidar com eles e apoiar os países que os acolheram. É um dever de todos governo gerir bem estes fluxos e não devemos ter medo de o dizer. Não é aceitável fazer dos refugiados os bodes expiatórios, são pessoas que fogem das guerras para salvar as suas vidas", disse, em entrevista à euronews.

As Nações Unidas lamentam a decisão da União E de desmantelar a missão militar Sophia de patrulha no mar Mediterrâneo e a organização está preocupada com um recente decreto do governo italiano que prevê multas para as embarcações que resgatam pessoas em risco de vida.

Com uma nova Comissão e Parlamento europeus prestes a tomarem posse, a ONU espera que o bloco aumente os esforços diplomáticos para resolver os conflitos do mundo, nomeadamente o na Líbia, à sua porta.

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