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Caso Khashoggi: Relatora da ONU pressiona Arábia Saudita

Caso Khashoggi: Relatora da ONU pressiona Arábia Saudita
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REUTERS/Denis Balibouse
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A investigação da Arábia Saudita à morte de Jamal Khashoggi falhou no estabelecimento da origem da ordem para o assassinato do jornalista dentro do consulado saudita em Istambul, na Turquia, e com isso pode ter protegido, por exemplo, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

A denúncia partiu de Agnes Callamard, relatora especial das Nações Unidas (ONU) para Execuções Extrajudiciais, responsável por uma outra investigação ao caso incidindo mais nos direitos humanos do que na parte criminal, mas na qual diz haver "provas credíveis" a justificar uma investigação "à responsabilidade individual de altos oficiais sauditas."

"Incluindo o príncipe herdeiro da Arábia Saudita e o respetivo conselheiro principal, Saud Al-Qahtani", precisou Agnes Callamard.

O conselheiro de Mohammed bin Salman foi afastado dos holofotes, mas não está entre os 11 detidos pelas autoridades sauditas e em suposto julgamento.

A investigação da ONU terá solicitado o acesso a estes 11 suspeitos para ouvir os respetivos testemunhos, mas o acesso aos detidos não terá sido disponibilizado pelas autoridades de Riade.

"Não é apenas uma questão de quem ordenou o assassinato. A responsabilidade criminal pode derivar de um incentivo direto ou indireto, ou de uma falha de prevenção e proteção", acrescentou a relatora especial da ONU, apelando a uma investigação mais séria ao caso.

Jamal Kashoggi terá sido morto a 02 de outubro, último dia em que foi visto com vida, a entrar no consulado saudita em Istambul.

O caso foi abordada esta quarta-feira também no Reino Unido, país que negociou uma polémica venda de armas à Arábia Saudita.

A oposição trabalhista criticou a proximidade do executivo à monarquia saudita e exigiu o cancelamento dos negócios com Riade.

A ainda primeira-ministra britânica, Theresa May, exigiu saber "quem são os responsáveis por este horrível crime" contra Jamal Khashoggi e garantiu no Parlamento britânico ter falado do tema com o Rei Salman na recente cimeira em Sharm al-Sheik, no Egito.

"Esperamos que a Arábia Saudita tome as necessárias ações para garantir que violações de leis nacionais e internacionais não voltem a acontecer. A forma correta disto ser conseguido é através de um processo judicial e nós estamos obviamente a acompanhar de perto a investigação em curso", afirmou May, numa das últimas presenças em Westminster enquanto líder do executivo.