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Cimeira da UE retoma debate sobre altos cargos

Cimeira da UE retoma debate sobre altos cargos
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Uma maratona, uma corrida de estafetas... a verdade é que se sucedem as cimeiras da União Europeia para escolher os novos líderes dos altos cargos das instituições comunitárias.

O tema será abordado pela terceira vez, domingo, em Bruxelas, pelos chefes de Estado e de governo, com os da Alemanha e da França a protagonizarem o impasse.

Para dar a presidência da Comissão Europeia ao centro-direita, o francês Emmanuel Macron admite escolher o francês Michel Barnier, mas a chanceler Angela Merkel ainda não desistiu do alemão Manfred Weber.

"Weber ainda é o favorito porque pertence ao maior grupo político, o Partido Popular Europeu, e tem o total apoio do seu grupo no Parlamento Europeu", opina o jornalista britânico Jon Worth.

Para o mesmo cargo é apontada a comissária europeia para a Concorrência, Margrete Vestager, dinamarquesa liberal, da família política do presidente francês.

"O problema é que os liberais são o terceiro maior grupo no Parlamento Europeu e é preciso obter um acordo que inclua outros grupos políticos na decisão de entregar o cargo a Vestager", acrescenta Jon Worth.

Lista de critérios

A dificuldade está em conciliar os critérios ditados pelo Tratado da União Europeia, tais como equilíbrio entre as famílias políticas e a expressão geográfica, a que se junta a paridade entre homens e mulheres.

O curriculum e capacidade de cada um também conta e deveriam ser os critérios únicos, considera o historiador britânico Timothy Garton-Ash: "Eu tenho uma sugestão revolucionária: esqueçam os partidos, a geografia, os países e limitem-se a selecionar as melhores pessoas para os cargos".

"Atualmente há uma espécie de puzzle para encaixar quatro tipos variáveis: este versus oeste, mulher versus homem, norte versus sul, esquerda versus direita". O resultado de encaixar isso tudo é que nem sempre se escolhem as pessoas mais indicadas para o lugar. Nesta altura, a Europa precisa efetivamente das melhores pessoas, porque há muitos desafios pela frente", acrescenta o historiador.

Entre esses desafios estão a batalha negocial sobre orçamento plurianual, casos de violação do Estado de direito, gestão da migração e o futuro relacionamento com o Reino Unido. Quem quer que seja que lidere as instituições já tem a agenda de trabalho feita.

Para os eleger há mais uma cimeira extraordinária ao final do dia que poderá terminar altas horas da manhã.